O violonista, compositor e cantor Cláudio Jorge lança, neste sábado (14/03), o single “O tom do Vinícius” nas plataformas digitais. Composto em parceria com Joyce Moreno, o samba é uma homenagem ao jogador Vinícius Júnior e estará no álbum “Kota, a cor da pele”, trabalho dedicado à temática da negritude e que sairá em abril, pela Mills Records. Este é o décimo disco de carreira do artista, vencedor do Grammy Latino em 2020 com o álbum “Samba Jazz, de Raiz”.
O single conta com arranjo de Cláudio Jorge, que também toca o violão e comanda os vocais acompanhado pelas percussões de Marcelinho Moreira e pelo baixo de Ivan Machado. Confira a letra do samba:
O tom do Vinícius é o tom da pele do homem preto/ O tom do Vinícius faz poesia ao chutar a bola/ O invejoso se irrita, destila o ódio na hora/ Fascismo, racismo, burrice, totalmente bola fora/ O tom da bronca do Vinícius, para nós, é um bom exemplo/ O tom da angústia do Vinícius, para nós, é um argumento/ Ele dança, eu danço, esse é o lema que eu sigo/ Mexeu com Vinícius Júnior, mexeu comigo.
“Kota - a cor da pele”
O álbum “Kota, a cor da pele” é o décimo trabalho de carreira de Cláudio Jorge. O repertório do disco é inteiramente dedicado à temática da negritude, abordando assuntos como ancestralidade, religiosidade, musicalidade, racismo, preconceito, ecologia e amor. O trabalho é uma reflexão sobre a cultura negra, distribuída em treze crônicas musicais - incluindo oito músicas inéditas - que compõem um roteiro temático.
“É um manifesto pessoal, é a celebração do meu processo de consciência da minha negritude, uma orgulhosa comemoração de todas as muitas qualidades do povo negro, da ancestralidade até os nossos dias, tudo com muita palma de mão e tambor”, conta Cláudio Jorge.
Sobre Cláudio Jorge
O compositor, violonista, cantor, arranjador e produtor musical Cláudio Jorge é um dos músicos mais respeitados do Brasil. Criador de um estilo próprio de tocar violão, se tornou referência no instrumento, com o qual acompanhou - ao longo de mais de 50 anos de carreira - nomes como Martinho da Vila, João Nogueira, Sivuca e Ismael Silva.
Foi integrante dos grupos Choro Elétrico, Banda Banzai, Batacotô e da ala de compositores da Vila Isabel. Como compositor, coleciona inúmeros parceiros de peso, incluindo Cartola, Elton Medeiros, Nei Lopes, Paulo César Pinheiro, Wilson das Neves, Ivan Lins, Arlindo Cruz e Hermínio Bello de Carvalho. Teve músicas gravadas por artistas como Zeca Pagodinho, Roberto Ribeiro, Jorge Aragão, Mart'nália, Ana Costa e Emílio Santiago.
Como produtor, trabalhou em discos de Luiz Carlos da Vila ("A luz do vencedor" e “Benza, Deus”), Roberto Ribeiro (“Roberto Ribeiro”), Nei Lopes (“Sincopando o breque”) e de seu filho Gabriel Versiani ("Ainda Sambo"), entre outros projetos.
A discografia de Cláudio Jorge inclui, além de “Kota, a cor da pele”, o LP "Cláudio Jorge" (1980); o compacto "Uma casa brasileira" (1981); o CD "Coisa de Chefe" (2001), indicado ao Grammy Latino; "Matrizes" (2006), projeto com Luiz Carlos da Vila; "Amigo de Fé" (2006); "O violão e o samba" (2009), com Dorina e Carlinhos 7 Cordas; "Samba Jazz, de Raiz" (2019), álbum vencedor do Grammy Latino em 2020; "Ismael Silva: uma escola de samba", com Augusto Martins (2015); “Farinha do mesmo saco” (2023), com Guinga; “Coisas guardadas pra te dar – Luiz Carlos da Vila inédito” (2024), também com Augusto Martins.

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