segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Mau hálito atinge milhões de brasileiros e pode indicar problemas de saúde



O mau hálito é um desconforto comum e mais frequente do que se imagina. Dados da Associação Brasileira de Halitose indicam que cerca de 30% da população brasileira convive com o problema. A condição, em muitos casos, pode ser controlada com cuidados simples, como higiene bucal adequada e ajustes na rotina alimentar.

O cirurgião dentista Klecio Alves explica que embora não seja classificado como uma doença, o mau hálito pode funcionar como um sinal de alerta para alterações na saúde bucal e até em outros sistemas do organismo. “A origem mais comum está na própria boca, especialmente em casos de cáries, doenças periodontais, inflamações gengivais e no acúmulo de biofilme que se deposita sobre a língua. Fatores como estresse, ansiedade e sinusites crônicas também podem contribuir para o problema, além de distúrbios do sistema digestivo, o que reforça a importância de uma avaliação criteriosa quando o odor se torna persistente”, destaca o especialista.



Quando o mau hálito merece atenção



A halitose patológica ocorre quando o odor é constante e está associado a uma causa específica. “Nesses casos, se o problema não desaparece mesmo após uma boa higiene oral e mudanças nos hábitos, é fundamental investigar a origem. Primeiro com um cirurgião dentista e, se não for identificado nenhuma alteração na cavidade oral, nem nos hábitos alimentares e de consumo que possam estar causando o problema, é necessário buscar ajuda médica para descobrir a causa” , destaca o especialista.



Cuidados que ajudam a prevenir



Entre as principais medidas preventivas estão a escovação correta dos dentes, o uso diário do fio dental e do raspador de língua, além de manter uma boa hidratação. Evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco e realizar consultas regulares ao dentista também fazem parte das orientações básicas para manter o hálito saudável.



Facetas causam mau hálito?



Segundo o especialista, quando bem executado, as facetas não alteram o hálito. “O problema está na técnica empregada pelo dentista”, esclarece.



Klécio Alves, que já capacitou mais de 120 turmas em odontologia estética com tratamentos sem desgaste no Brasil e no exterior, explica que o mau hálito pode surgir quando o procedimento é mal executado e o acabamento deixa pequenas frestas ou excesso de material. “Essas imperfeições criam áreas de retenção alimentar, que dificultam a higienização onde se acumulam resíduos e bactérias. Com o tempo, isso pode causar gengivite, inflamação e mau hálito”, alerta.



Higiene segue sendo essencial



“Assim como os dentes naturais, as facestas precisam de escovação correta, fio dental e limpeza regular. O descuido é o verdadeiro inimigo”, reforça o cirurgião-dentista.



Klécio Alves é cirurgião-dentista e referência em odontologia estética com tratamentos sem desgaste. Especialista em prótese dentária e em implantodontia, possui pós-graduação em cirurgia periodontal e é mestre em Odontologia pela Universidade Federal de Pernambuco. Membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE), atua também como palestrante em cursos nacionais e internacionais, já tendo capacitado mais de 120 turmas no Brasil e no exterior.



Instagram:

@klecioalves

@klecioalves_clinica

Nenhum comentário:

Postar um comentário