Os números demonstram a dimensão dos crimes contra o patrimônio veicular no estado e reforçam a necessidade de atenção por parte dos proprietários. Apesar do índice elevado de recuperação, especialistas alertam que muitos veículos são devolvidos com avarias, o que pode gerar prejuízos financeiros significativos aos donos.
Diante desse cenário, a contratação do seguro automotivo se mostra uma medida fundamental para garantir proteção financeira, reduzir perdas e oferecer maior tranquilidade aos motoristas cearenses frente aos riscos de roubos e furtos.
O diretor do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne), Leandro Vasco, orienta os motoristas a analisarem com atenção as modalidades disponíveis no mercado e a ajustarem as coberturas de acordo com suas necessidades e capacidade financeira.
Segundo ele, o seguro compreensivo é o mais completo, pois cobre colisões, incêndios, roubos e furtos. Já a modalidade específica para roubo e furto oferece proteção mais restrita, enquanto existem também apólices voltadas apenas para colisão e incêndio, sem cobertura para crimes patrimoniais.
Vasco destaca que seguros focados exclusivamente em roubo e furto podem custar até 50% menos do que uma cobertura compreensiva, tornando-se uma alternativa mais acessível para quem busca reduzir gastos. Ele lembra ainda que essas apólices podem ser personalizadas, com inclusão de serviços adicionais, como cobertura para terceiros e para vidros.
Outro ponto que merece atenção, segundo o especialista, são as regras adotadas pelas seguradoras em relação ao período em que um veículo zero quilômetro é considerado novo, fator que influencia diretamente o valor e as condições do contrato.
“É importante citar, ainda, que antes de contratar um seguro veicular, o proprietário verifique se a seguradora está devidamente registrada na Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão responsável pela fiscalização e autorização do funcionamento das empresas do setor no Brasil. A consulta permite confirmar se a companhia está habilitada a comercializar seguros e a operar de acordo com as normas vigentes”, aponta o diretor do Sindsegnne.
Segundo o especialista, essa verificação contribui para maior transparência na contratação, amplia a segurança jurídica do contrato e reduz riscos relacionados a ofertas irregulares ou empresas não autorizadas.

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