Artista maranhense Lucas Maciel retorna aos lançamentos musicais com “Lágrimas”, seu novo EP
As duas canções do EP (“Lágrima 1” e “Lágrima 2”) foram produzidas pelo também artista maranhense Adnon Soares e gravadas no estúdio Casa Loca, que contou, ainda, com audições e pitacos de outros artistas, como Marceleza (Akarrudie) e Paulão Linhares, entre outros.
Em conversa com a jornada musical que marca a história cultural da Grande Ilha, as músicas tratam de uma sensação iminente de fim do mundo, e pareciam antecipar — sem saber — a pandemia que veio logo depois, já que foram gravadas, originalmente, em 2019.
“A primeira lágrima é um pop otimista que cita Sister Nancy e fala que toda sensação de ‘fim de mundo’ pode estar acompanhada de uma série de alarmes falsos e a segunda é sobre o percurso de uma lágrima até se dissolver na luz, acompanhada por uma percussão nyabinghi criada por Adnon. Essas músicas passaram muito tempo engavetadas e fico muito feliz e empolgado para ver a reação do público agora em 2026”, ressalta Lucas Maciel.
O artista cita, também, um diálogo do EP com uma sonoridade pop dos anos 90, e destaca a importância do produtor e músico Adnon Soares em todo o processo de criação e construção do novo EP.
“Tem alguma coisa para cima tipo ‘High’, de Lighthouse Family, aquela outra face mais otimista dos anos 90. Para a segunda ‘lágrima’, a percussão criada por Adnon, sinceramente, foi muito generosa da parte dele. Ele, enquanto produtor, teve a sensibilidade de perceber que eu fazia ali uma homenagem ao reggae com essas músicas e me deu um presentão”, acrescentou o cantor.
Lucas Maciel, que hoje vive na Bahia, retornou ao Maranhão para o lançamento oficial do EP, marcando a sua nova fase musical. Para ouvir a estreia de “Lágrimas” nas plataformas digitais, bem como acompanhar a carreira do artista, acesse o link abaixo: https://open.spotify.com/intl-pt/artist/13oXoHJMl7DnlQcf8hsRhw?si=_KZ3kbfHTQOv45FAMxq60g
Lucas Maciel
Lucas é cantor, compositor, multi-instrumentista, pesquisador em literatura e crítica cultural. Começou a se interessar por música aos 14 anos, depois de ouvir Os Mutantes pela primeira vez. Na juventude, em São Luís, envolveu-se na cena cultural efervescente na cidade — poetas, artistas plásticos, compositores ligados ao rock alternativo e à nova MPB do começo dos anos 2010. Formou a banda de rock alternativo poda, junto com o baterista Luís Cruz.
Lançou seus primeiros singles em 2014, como “Sexta-feira da Paixão” e “Corda Bamba” (lançado com a poda). Depois de um hiato, retornou com o seu primeiro disco, chamado “Contra a Parede de Vento”, lançado em 2018. Em 2023, lançou seu último disco “Jitiranas”, uma homenagem à canção pastoral nordestina e ao folk britânico. Suas canções são conhecidas pelas letras que parecem fluxos de sonhos e dedilhados melódicos complexos.
Ao longo de quase 15 anos de carreira, subiu a palcos importantes como o da Casa Natura Musical, ganhou reconhecimento entre pares músicos e não-músicos no Maranhão e na Bahia. Sua trajetória é marcada por uma aposta em uma difusão orgânica - construída aos poucos, show a show, boca a boca - ao redor de músicas criadas para tocar genuinamente as pessoas.
A sonoridade de Lucas Maciel é parte de uma longa busca do artista por estados alterados de consciência através da música. Para isso, escolhe como principal forma compositiva a canção, com os ouvidos sempre abertos à cantoria nordestina, ao folk britânico, ao reggae, ao dub e à música eletrônica.
Serviço
O quê: lançamento do EP “Lágrimas”, do cantor e compositor maranhense Lucas Maciel;
Quando: nesta terça-feira (22);
Onde: em todas as plataformas digitais de streaming (Spotify, Deezer, etc.);
Saiba mais sobre Lucas Maciel: Spotify – https://open.spotify.com/intl-pt/artist/13oXoHJMl7DnlQcf8hsRhw?si=_KZ3kbfHTQOv45FAMxq60g
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