A Última Sessão de Freud, sucesso do teatro brasileiro, chega a João Pessoa para temporada no Teatro Paulo Pontes


Espetáculo dirigido por Elias Andreato e estrelado por Odilon Wagner e Marcello Airoldi terá apresentações nos dias 19 e 20 de setembro

Um encontro que nunca aconteceu, mas que poderia ter mudado para sempre a história do pensamento ocidental. É a partir dessa provocação que A Última Sessão de Freud, um dos grandes sucessos do teatro brasileiro dos últimos anos, chega ao Teatro Paulo Pontes no sábado dia 19, às 20h e domingo dia 20 de setembro, às 17h. Os ingressos estão à venda pela plataforma Ingresso Digital e na loja Skyler, no Manaíra Shopping, com valores a partir de R$ 25 (meia-entrada social). O espetáculo tem patrocínio da Laranjinha Itaú.


 


Com direção de Elias Andreato e atuação de Odilon Wagner e Marcello Airoldi, o espetáculo do dramaturgo norte-americano Mark St. Germain está em cartaz no Brasil há quatro anos, já ultrapassou 400 apresentações, foi assistido por mais de 180 mil espectadores e percorreu o país em três turnês nacionais. Em 2026, a montagem segue em circulação e reencontra o público paraibano.


 


A peça imagina um encontro entre Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise, e C.S. Lewis, escritor, crítico literário e professor de Oxford. Em um gabinete na Inglaterra, os dois intelectuais travam uma conversa intensa sobre um dos grandes dilemas da humanidade: a existência de Deus.


 


Freud, conhecido por sua posição crítica em relação à religião, tenta compreender como Lewis, um intelectual brilhante que havia sido ateu, passou a defender a fé cristã. Lewis, por sua vez, sustenta sua visão sobre a existência de Deus a partir da razão e da experiência humana.


 


O que começa como um embate entre ateísmo e fé rapidamente se transforma em uma discussão muito mais ampla. Ao longo da conversa, os personagens atravessam temas como sentido da vida, natureza humana, sexo, morte, relações afetivas e escolhas individuais. Com humor, ironia, sarcasmo e muita sagacidade, o texto coloca frente a frente duas visões de mundo aparentemente inconciliáveis. Mais do que oferecer respostas, a montagem convida o público a ouvir, questionar e refletir.


 


A dramaturgia é baseada no livro Deus em Questão, do psiquiatra Armand M. Nicholi Jr., professor clínico de psiquiatria da Harvard Medical School, que também estudou o contraste entre as ideias de Freud e Lewis.


 


Para o ator Odilon Wagner, interpretar Freud tem sido uma das experiências mais marcantes de sua trajetória profissional, que já soma 56 anos. “Tem sido uma das experiências mais fascinantes da minha carreira, é um privilégio poder representar uma personagem tão potente como Freud, um dos grandes pensadores do século XX. Nesses últimos quatro anos em que estivemos em cartaz, já rodamos o país três vezes e repetiremos a turnê em 2026”, afirma o ator.


 


Segundo Odilon, a montagem também ganhou um significado especial diante do momento atual, marcado por polarizações e pela dificuldade de conviver com opiniões diferentes.“Essa peça é um elogio ao diálogo, tão necessário em nossos tempos. Saio do teatro todos os dias mais convicto que podemos e devemos conviver pacificamente com aqueles que pensam diferente de nós”, completa o ator.


 


Embora seja ambientada em um gabinete e tenha apenas dois personagens em cena, A Última Sessão de Freud constrói uma experiência que ultrapassa o debate entre religião e ateísmo. O espetáculo utiliza a conversa entre os dois intelectuais para discutir questões universais e provocar o público a rever suas próprias certezas.


 


A força da montagem está justamente na possibilidade de acompanhar duas personalidades tão distintas tentando compreender o pensamento uma da outra. Entre argumentos, provocações e momentos de humor, Freud e Lewis revelam também suas contradições, medos e convicções.


 


É nesse espaço entre a discordância e a escuta que a peça encontra sua principal mensagem: a importância de conversar com quem pensa diferente.


 


Ficha técnica


Texto: Mark St. Germain


Tradução: Clarisse Abujamra


Direção: Elias Andreato


Assistente de direção: Raphael Gama


Idealização: Ronaldo Diaféria


Elenco: Odilon Wagner e Marcello Airoldi


Cenário e figurino: Fábio Namatame


Assistente de cenografia: Fernando Passetti


Desenho de luz: Gabriel Paiva e André Prado


Designer de som: André Omote


Iluminação: Nádia Hinz


Sonorização: Gabriel Fernandes


Trilha sonora: Raphael Gama


Arte gráfica: Rodolfo Juliani


Fotografia: João Caldas


Produtor executivo: Adolfo Barreto


Cenotécnica/contrarregragem: Vinicius Henrique e Kauã Nascimento


Produtores associados: Ronaldo Diaféria e Odilon Wagner


 


Sinopse


No gabinete de Freud, na Inglaterra, o pai da psicanálise recebe o escritor C.S. Lewis para uma conversa sobre a existência de Deus. O encontro fictício entre os dois intelectuais logo se transforma em um intenso embate de ideias sobre fé, ateísmo, sentido da vida, natureza humana, sexo, morte e relações humanas.


Com humor, ironia e muita sagacidade, A Última Sessão de Freud resgata a escuta e o diálogo como caminhos para compreender o outro mesmo quando suas convicções parecem completamente diferentes das nossas.


 


Programe-se


Espetáculo “A Última Sessão de Freud”


Onde: Teatro Paulo Pontes – Espaço Cultural, João Pessoa (Tambauzinho)


Quando: Sábado (19) às 20h e domingo (20) às 17h


Quanto: a partir R$ 25,00 (meia ingresso social)


Vendas online: https://ingressodigital.com/evento/21382,21383/a-ultima-sessao-de-freud


Venda física: Loja Skyler (Manaíra Shopping)


Classificação: 14 anos


Duração: 90 minutos


Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

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