quinta-feira, 31 de maio de 2018

Dia Mundial sem Tabaco: Tabagismo é um dos principais responsáveis por cânceres


No Brasil, mais de 160 mil pessoas morrem anualmente em decorrência de cânceres causados pelo tabagismo, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Além disso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que o tabaco é responsável pela morte de mais de 7 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo 890 mil fumantes passivos. Como forma de alertar a população e prevenir contra o problema, nesta quinta (31) é o Dia Mundial sem Tabaco.


O mote da campanha de prevenção desse ano é “Tabagismo e Doenças Cardiovasculares” e a clínica geral do Hapvida, Martha Guimarães, esclarece que é importante conscientizar a população para evitar o problema. “Sempre procuro alertar aos meus pacientes sobre a importância de abandonar esse mau hábito que, além do câncer, também pode causar doenças cardiovasculares severas, levando à morte. O processo educativo e de orientação deve ser iniciado ainda na fase escolar, para que as crianças e os adolescentes de hoje não se tornem dependentes no futuro”, orienta.

A médica explica que normalmente o perfil de um fumante é de uma pessoa com hipertensão, dislipidemia (alteração no nível de lipídios ou lipoproteínas no sangue), sedentarismo, ansiedade e diabetes. “Por causa desses fatores, há uma grande possibilidade de um acidente cardiovascular. Isso sem deixarmos de mencionar patologias pulmonares, como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e neoplasia maligna”, afirma.

Além disso, por causa da nicotina, o tabagismo é um problema que causa dependência física e psicológica. Entre outros problemas, o consumo do cigarro aumenta o triglicerídeo, reduz a quantidade do bom colesterol (HDL) e contribui para bloquear o fluxo sanguíneo. “As substâncias químicas do cigarro danificam as células que revestem os vasos sanguíneos e aumentam significativamente o acúmulo de placas de gordura, além de causar o estreitamento dos vasos sanguíneos, o que contribui, por exemplo, para os infartos”, analisa Martha Guimarães.

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