O portão se abre, a mochila ainda parece grande demais para os ombros pequenos e o aperto na mão dos pais denuncia que aquele não é um dia comum. Com o fim das férias escolares, milhares
de crianças vivem, neste início de ano letivo, o reencontro e, para alguns, o primeiro contato com a rotina escolar. Para muitas famílias, esse momento é marcado por expectativa, dúvidas e um misto de emoção e insegurança.
Mais do que organizar material escolar, uniformes e horários, a volta às aulas representa uma mudança significativa de ritmo. Após semanas de descanso, brincadeiras e horários flexíveis, o corpo e a mente precisam reaprender a seguir uma nova dinâmica. É nesse cenário que a adaptação escolar se torna fundamental para um início de ano mais leve e saudável.
A adaptação acontece sempre que o aluno enfrenta uma nova etapa: seja ao ingressar na escola pela primeira vez, trocar de colégio ou até de turma. Embora esse processo atinja estudantes de todas as idades, é na Educação Infantil que os desafios costumam ser mais intensos. A pouca maturidade emocional faz com que sentimentos como medo, insegurança e ansiedade apareçam com mais força.
Para a psicóloga Fabiana Waléria, do Serviço de Orientação Educacional e Psicológica (SOEP) do Colégio GGE de João Pessoa, o acolhimento nos primeiros dias é determinante para o sucesso da adaptação. “A adaptação é cuidadosamente pensada para que a criança e a família se sintam seguras, pertencentes e confiantes. É um tempo de construção de vínculos, de escuta e de aproximação com o novo ambiente”, explica.
Durante esse período, toda a equipe pedagógica atua de forma integrada, oferecendo suporte individualizado aos alunos e aos responsáveis. O objetivo é tornar a transição mais tranquila, respeitando o tempo de cada criança. “Não se trata apenas de entrar na sala de aula, mas de se reconhecer naquele espaço, criar laços e compreender que a escola também é um lugar de cuidado”, reforça a especialista.
Fabiana destaca ainda que a família exerce um papel fundamental nesse processo. O diálogo em casa, a observação atenta das reações da criança e o respeito ao ritmo de readaptação fazem toda a diferença. “A família ajuda quando transmite segurança, evita comparações e acolhe os sentimentos dos filhos. A adaptação precisa ser gradual, lúdica e acompanhada de perto”, orienta.
Segundo a psicóloga, sinais como alterações no sono, resistência para ir à escola ou mudanças bruscas de comportamento devem ser observados com atenção. Nesses casos, a parceria entre escola e família é essencial para identificar dificuldades e buscar estratégias conjuntas.
Em meio a lágrimas na despedida e sorrisos tímidos no reencontro, a adaptação escolar revela que aprender vai além do conteúdo pedagógico. Começa no afeto, na escuta e no cuidado. Quando esse processo é respeitado, a escola deixa de ser um espaço desconhecido e passa a ser, pouco a pouco, um lugar de pertencimento para as crianças e para quem caminha com elas desde o primeiro dia.
Para ajudar nessa transição, o Colégio GGE promove a semana de adaptação para os alunos novatos, cujo objetivo é deixá-los familiarizados com o ambiente escolar, professores, auxiliares, atividades pedagógicas e garantir que estejam preparados para iniciar um ano de muito aprendizado.
*Serviço:*
Semana de Adaptação GGE – 2026
Educação Infantil, Ensino Fundamental 2 e Médio
Período: início em 23/01
*Sobre o Colégio GGE*
Com 29 anos de história e mais de sete mil alunos, o Colégio GGE atua da Educação Infantil ao Ensino Médio, com unidades em João Pessoa (PB), Recife, Aldeia, Caruaru e Petrolina (PE). A instituição adota uma proposta pedagógica inovadora, fundamentada no Sistema de Gestão Pedagógica V4, desenvolvido por professores especialistas para potencializar o aprendizado e fortalecer valores essenciais em parceria com as famílias.

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