Trio paranaense Cigarro Mata acende nova fase com seu primeiro álbum.
Cigarro Mata por Alvaro Sasaki
Neste período a banda vem se consolidando dentro do cenário paranaense, divide palco com artistas importantes do Brasil, como Polara (SP), Menores Atos (RJ), 43Duo (PR), Hoovaranas (PR) e Sugar Kane (PR). Além disso, a banda lançou quatro EPs e um single, sendo o trabalho mais conhecido o EP CRÁMU, que traz sonoridades sombrias e uma estética inspirada no Halloween.
Agora, finalmente o trio apresenta seu primeiro disco homônimo, já em todos os streamings. Gravado no estúdio Costella em São Paulo no ano de 2025, com produção de Alexandre Capilé (Sugar Kane e Camarones & Orquestra Guitarrística) e masterização de Gabriel Zander (O nome já entrega a banda). Ao longo das 10 faixas do trabalho, o trio mistura elementos de várias vertentes do rock, do indie à psicodelia, alternando baladas e momentos de mais barulho e energia.
A Cigarro Mata propõe, através de suas canções, retratar o cotidiano e as experiências interpessoais. Às vezes se baseando na ficção, como “Tava Bom”, inspirada no péssimo casal da série Euphoria. Ou inspirado no trabalho de outras bandas, como em “Imagina Só”, que flerta com Paramore. A banda valoriza a sonoridade crua e orgânica, explorando elementos como gritos rasgados do harcore, como podemos perceber em “Tanto Faz”, grooves quebrados e graves distorcidos que, além de fazerem bater cabeça, também convidam a dançar, tal qual “S.A.C Para Relações Mal Resolvidas”.
“Esse disco tomou a forma que tomou de um jeito espontâneo, a gente não tinha algo super definido quanto ao conceito, nem antes e nem durante as gravações. A gente tinha músicas que foram escritas em momentos diferentes das nossas vidas, mas que representavam, cada uma do seu jeito, o que nós como banda temos pra dizer e a forma como a gente vinha se sentindo naquele momento”, explica o vocalista/guitarrista João Marcelo Prevedel. “Só depois de tudo gravado que nos sentamos para conversar sobre possíveis ordens das músicas e percebemos de verdade que tinha ali uma narrativa que fala sobre relacionamentos, o fim deles e o depois”, complementa. “É um álbum meio raivoso e contemplativo em certos momentos, justamente por conta da imensa realização que foi pra nós estar gravando essas músicas juntos, especialmente em um estúdio como o Costella”, finaliza.
Ficha Técnica:
TÉC. DE GRAVAÇÃO: Alexandre Capilé
AUX. DE GRAVAÇÃO: João Manoel
TÉC. DE MIXAGEM: Alexandre Capilé
MASTER: Alexandre Capilé e Gabriel Zander
PRODUZIDO POR: Edwardes Neto e Cigarro Mata
GRAVADO, MIXADO E MASTERIZADO NO ESTÚDIO COSTE
LLA, SÃO PAULO, EM 2025
Lançado pela Nap Nap Records em Agosto de 2026
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