No Dia Nacional das Artes, Projeto Maravilha e Parque Bondinho Pão de Açúcar® celebram a trajetória de Anna Bella Geiger

 


A artista, que integra o Bosque das Artes com a obra Typus Terra Incognita, participou de bate-papo com o curador Ulisses Carrilho; programação educativa segue até sábado (15) com oficinas no Espaço Maria Ercília

No Dia Nacional das Artes, celebrado nesta quarta-feira (12), o Projeto Maravilha e o Parque Bondinho Pão de Açúcar® promoveram um encontro especial para celebrar a arte e a figura de Anna Bella Geiger, artista central da edição 2026 do Projeto Maravilha. No Espaço Maria Ercília, a artista participou de um bate-papo com Ulisses Carrilho, curador do projeto, em uma conversa que percorreu temas presentes em sua produção.

 


O encontro aconteceu em meio aos totens que compõem a exposição Anna Bella Geiger: um corpo no espaço, que ocupa o local até a próxima segunda (17), e apresentou ao público diferentes aspectos da trajetória de Anna Bella Geiger e de seu processo de criação. A mostra estabelece relações entre arte, território, corpo, cartografia e paisagem, ampliando as possibilidades de contato dos visitantes com a produção da artista.


 


“A arte também é uma forma de criar novas maneiras de olhar para o território que nos cerca. Para o Parque Bondinho, receber um encontro como esse, justamente no Dia Nacional da Arte, reforça a nossa vocação de conectar turismo, arte e cultura para criar experiências que vão além da visita tradicional. É uma alegria poder ter Anna Bella Geiger aqui, compartilhando sua trajetória e sua arte”, afirma Gustavo Maciel, Gerente Geral do Parque Bondinho Pão de Açúcar®.


 


A programação é parte do Projeto Maravilha – Ícones na paisagem (Pronac 2414127), uma iniciativa da A-PONTE, realizada pela LPC Produções e viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura com patrocínio de China National Petroleum Corporation – CNPC Brasil, Cescon Barrieu Advogados e BMA Advogados, e apoio do Parque Bondinho Pão de Açúcar®.

 


Até o fim de semana, o Programa Educativo do projeto oferece atividades que convidam crianças, jovens e adultos a experimentar, na prática, conceitos e referências presentes na exposição. No sábado (15), serão realizadas as oficinas “Costuras e relações”, das 10h às 12h, e o jogo “O que é o centro”, das 14h às 16h.

 


Anna Bella Geiger: um corpo no espaço


 


A obra de Anna Bella Geiger inaugura, no campo da arte brasileira, uma investigação decisiva sobre o espaço — entendido não apenas como geografia, mas como construção simbólica, política e cultural. Desde os anos 1950, sua produção atravessa linguagens diversas — gravura, pintura, vídeo, fotografia, instalação, ensino — fazendo de cada uma delas um campo de experimentação crítica. Em seu percurso, mapas deixam de ser representações neutras para se tornarem dispositivos de poder. O corpo deixa de ser apenas objeto para se afirmar como instrumento de pensamento, atravessado por questões históricas, políticas e culturais.


 


Para o curador Ulisses Carrilho, a presença do corpo na obra de Geiger não se limita a uma dimensão autobiográfica, ainda que dialogue com ela. “Quando Anna Bella coloca o próprio corpo em cena, trata-se menos de uma narrativa pessoal e mais de um método de investigação. É um corpo situado, que opera como ferramenta para pensar o mundo, a linguagem e as estruturas de poder”, afirma.


 


Essa perspectiva orienta a exposição Anna Bella Geiger: um corpo no espaço. Organizada em macrotemas independentes — como Alienígena, Máquina, Animal, Radical e Humor —, a mostra não segue uma ordem cronológica nem pretende oferecer uma leitura definitiva da obra. Ao contrário: a curadoria propõe um campo de experimentação visual e conceitual, no qual imagens, gestos e procedimentos se rearticulam continuamente.


 


Mais do que reunir “originais”, a exposição joga com a repetição, o deslocamento e a circulação das imagens. Muitas delas reaparecem como superfícies ampliadas, quase como papéis de parede, assumindo um caráter gráfico, rítmico e serial. “Há algo de pop nesse gesto — um humor sutil, uma leveza crítica — que evidencia o interesse constante da artista por testar suportes, tensionar linguagens e dialogar com as transformações técnicas e culturais de seu tempo”, observa Carrilho.


 


Sobre o Parque Bondinho Pão de Açúcar®

 


O Parque Bondinho Pão de Açúcar é um dos ícones mais emblemáticos do turismo brasileiro e global. O atrativo já recebeu 56 milhões de visitantes ao longo de seus 113 anos de história e está sempre em busca de novas formas de promover experiências inesquecíveis que encantem tanto cariocas quanto turistas.

 


O Parque Bondinho, que está em uma área de preservação ambiental – o Monumento Natural dos Morros do Pão de Açúcar e da Urca (MoNa) –, tem um grande compromisso em deixar um legado para a cidade do Rio de Janeiro e é referência em turismo sustentável, contando com uma série de iniciativas que conectam experiência, educação e preservação do meio ambiente.


 


Algumas delas são o Educa Bondinho, programa educativo que já impactou mais de 80 mil estudantes de escolas públicas e privadas com aulas imersivas a céu aberto; o Jardim do Mel, espaço no Morro da Urca dedicado à preservação de espécies de abelhas nativas sem ferrão; e o Bosque das Artes, refúgio a céu aberto no morro Pão de Açúcar que convida o público a se conectar com a natureza por meio da arte.


 


Sobre Anna Bella Geiger


 


Anna Bella Geiger nasceu no Rio de Janeiro, em 1933. Graduou-se em Línguas Anglo-Germânicas pela Faculdade Nacional de Filosofia do Rio de Janeiro. Estudou com Fayga Ostrower, em seu ateliê, de 1949 a 1953, e Arte e Sociologia com Hannah Levy Deinhard, na New School for Social Research, Nova York. Tem exposto suas obras no Brasil e internacionalmente, participando de várias bienais importantes como a de São Paulo, de Veneza e de Istambul. Participou de exposições coletivas significativas como "Radical Software: Women, Art & Computing 1960–1991", Kunsthalle Wien, Viena; "América Latina 1960-2013", Fondation Cartier D’Art Contemporaine e “Elles”, Centre Pompidou, Paris, entre outras. Realizou exposições individuais retrospectivas como "Brasil Nativo – Brasil Alienígena", MASP; "Maps under the Sky of Rio de Janeiro", Zachęta – Galeria Nacional de Arte, Varsóvia. Possui obras em coleções e em exibição no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri; Tate Modern, Londres; MoMA NY, entre outros. Entre suas publicações estão “Abstracionismo Geométrico Informal: A Vanguarda Brasileira nos anos 50”, Funarte, Rio de Janeiro e “Rrose Sélavy 'mesmo’”, Aural, Madri.


 


Sobre A-PONTE


 


A-PONTE é uma CultTech fundada pelo colecionador e gestor cultural Fabio Szwarcwald, que une arte, educação e tecnologia para democratizar o acesso à cultura no Brasil e no mundo. Com uma abordagem voltada para a inovação, idealiza, viabiliza e produz projetos culturais que provocam impacto positivo ao conectar dois pilares essenciais: de um lado, artistas, criativos e empreendedores de tecnologia; de outro, empresas, investidores e governos. Com olhar atento à sustentabilidade e à acessibilidade, amplia o alcance da cultura e fomenta o engajamento social. A principal missão é estabelecer vínculos que promovam o desenvolvimento econômico e cultural em todas as regiões do Brasil, sempre por meio da colaboração com transparência.

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