O desfile contou com ritmos que fazem parte da identidade cultural do estado, como maracatu, ciranda e coco, reunindo cerca de dezenas de participantes, entre adolescentes das Casas de Semiliberdade (Casem), Cases e servidores da Funase, além de parceiros e convidados.
Criado há mais de uma década, o Boi Treloso nasceu de forma simples, como uma brincadeira entre funcionários da Casem Caruaru, no Agreste, com um boi feito de papelão. A iniciativa ganhou força, atravessou o estado e, a partir do segundo ano, passou a desfilar no Recife, envolvendo cada vez mais unidades da Semiliberdade. Hoje, o bloco já faz parte do calendário cultural da instituição.
Por mais um ano, o Maracatu Fantástico Cabra Alada foi o responsável por animar o bloco. “O Boi Treloso é uma construção coletiva, feita com afeto, parceria e compromisso social. É um momento de celebração, mas também de aprendizado e inclusão”, reforçou a presidente da Funase, Raissa Braga.
Desde 2019, o boi é confeccionado em papel machê, tornando-se mais leve e resistente, resultado de uma parceria com os artesãos Adriano Emidio e Ricardo Santos, que, neste ano, contou com a ajuda de um adolescente e de servidores da Funase para decorar o Boi.
“A participação dos adolescentes vai além do desfile. Eles acompanham e ajudam na preparação, têm contato com o artesanato e com a cultura popular, o que fortalece o vínculo com a identidade cultural pernambucana”, destacou a coordenadora do Eixo Cultura, Heveliny Sousa.
A proposta do Boi Treloso está alinhada ao que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, garantindo o acesso à cultura como parte do processo educativo. A atividade promove integração, protagonismo juvenil e ocupa o espaço público com arte, alegria e significado.
O desfile foi aberto ao público, celebrando a cultura popular pernambucana junto aos adolescentes e profissionais que constroem, todos os anos, essa tradição.
Fotos: Cássia Christine

Nenhum comentário:
Postar um comentário