segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Quando a saudade se transforma em legado: o papel do luto na construção da memória familiar



A perda de alguém querido é uma experiência universal, mas a forma como ela é vivida e elaborada revela muito sobre o modo como cada família constrói e perpetua suas memórias.
Durante o processo de luto, as lembranças e os rituais de homenagem se tornam elementos fundamentais para manter viva a presença de quem partiu, fortalecendo os laços entre aqueles que permanecem. 


De acordo com a psicóloga especialista em luto da funerária e crematório Morada da Paz, Simône Lira, o luto tem um papel profundo na formação da memória afetiva coletiva. “O luto é também um processo de reconstrução. Ao recordar, contar histórias e manter viva a trajetória de quem amamos, damos continuidade ao vínculo e transformamos a dor da ausência em um legado compartilhado dentro da família”, explica. 


A especialista destaca que o convívio familiar ganha novos significados a partir da perda, uma vez que o compartilhamento de memórias e sentimentos cria espaços de escuta e pertencimento. Fotografias, objetos e tradições, por exemplo, passam a representar pontes entre gerações, funcionando como instrumentos simbólicos de continuidade da vida e da história. 


O Grupo Morada, holding que atua com serviços funerários, cemiteriais e de apoio ao luto, reforça a importância de ambientes e iniciativas que acolham esse processo emocional de forma respeitosa. O trabalho de escuta e suporte oferecido às famílias, por meio de ações como o Chá da Saudade, grupo de escuta para enlutados mediado por psicólogos, tem permitido que muitas pessoas encontrem sentido e amparo coletivo durante o enfrentamento da perda. 


Oferecido gratuitamente para clientes do Morada da Paz, Morada da Paz Essencial e Morada da Paz Pet, os encontros acontecem mensalmente de maneira presencial. Para participar, é necessário se inscrever no site bit.ly/chadasaudade e passar por uma breve triagem conduzida por profissionais especializados.“Quando conseguimos olhar para o luto não apenas como dor, mas como um espaço de afeto, ele se transforma em uma força que une e ensina”, completa a psicóloga Simône. 


Mais do que lidar com a ausência, o luto é um convite à permanência: manter viva a história de quem partiu por meio da memória, do amor e das conexões que continuam a existir dentro da família.


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