Atuação de Agentes Territoriais de Cultura em Pernambuco ganha destaque em seminário no Nordeste
O encerramento do Seminário Regional Nordeste do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), nesta quinta-feira, 17 de setembro, em Salvador, na Bahia, colocou no centro experiências construídas em diferentes territórios pernambucanos. Durante dois dias, 20 Agentes Territoriais de Cultura, distribuídos pelas 12 Regiões de Desenvolvimento do estado, fizeram um balanço e apresentaram ações, projetos e mobilizações realizados desde o início do programa, em 2024. A partilha mostrou os caminhos percorridos nesses primeiros anos de uma iniciativa ainda recente no país e voltada à aproximação das políticas públicas com quem faz cultura na ponta.
Os agentes mantêm contato direto com artistas, mestres, produtores, grupos, coletivos e comunidades em uma atuação que ultrapassa os limites dos municípios onde residem. Parte deles acompanha redes que podem alcançar até dez cidades, fazendo a informação, formação e oportunidades circularem por lugares distantes dos grandes centros. É um trabalho cultural de base, construído com escuta, mobilização e presença na Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão.
Desde 2024, essa atuação acontece de maneira integrada com o Comitê de Cultura em Pernambuco, parceiro na articulação das iniciativas e no diálogo com as diferentes regiões. Juntos, Comitê e agentes promovem formações, orientações e mobilizações que aproximam trabalhadores da cultura de editais, programas e mecanismos de fomento. A experiência integra o Programa Nacional dos Comitês de Cultura, iniciativa do Ministério da Cultura e Governo do Brasil, em parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), responsável pela gestão da formação dos Agentes Territoriais de Cultura em Pernambuco.
“É emocionante olhar para esses agentes e lembrar de tudo que a gente viveu junto desde o começo. Acompanhamos mobilizações, formações e escutas e vimos essa política chegar perto dos mestres, dos grupos, dos artistas e das comunidades. Cada agente carrega um pedaço desse estado, com seus saberes e suas formas de fazer cultura, e caminhar com eles, da Mata ao Sertão, foi também conhecer ainda mais profundamente o nosso Pernambuco”, destacou Joana D’Arc Ribeiro, coordenadora do Comitê de Cultura em Pernambuco.
Vanessa Pereira saiu de Serra Talhada, no Sertão pernambucano, e seguiu até a capital baiana levando na bagagem parte das experiências construídas desde 2024 como Agente Territorial de Cultura. A viagem colocou a realidade sertaneja em diálogo com trabalhadores da cultura de diferentes partes do Nordeste.
“Participar do programa mudou também a forma como eu passei a enxergar o meu próprio território. A gente começa a perceber a força do que já existe ali, aprende com outras experiências e entende que esse conhecimento pode ser transformado em caminhos para fortalecer nossas comunidades. Para mim, estar sendo Agente Territorial de Cultura é também entender que a gente pode conectar pessoas, políticas públicas e oportunidades e fazer tudo isso chegar mais perto de quem está na ponta”, finalizou.
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