Longa-metragem pernambucano “Os Vivos Caminham a Terra”, de Pedro Maia de Brito, tem estreia mundial no 59º Festival de Brasília



Primeiro longa de ficção do realizador pernambucano, premiado duas vezes no festival, foi filmado no Vale do Catimbau, em Pernambuco, e em locações na Paraíba e no Rio Grande do Norte

O cinema pernambucano marca presença na 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com a estreia de Os Vivos Caminham a Terra, primeiro longa-metragem de ficção do realizador, roteirista, montador e produtor Pedro Maia de Brito. Filmado em preto e branco, em 4K, o filme parte de uma narrativa mítica sobre transformação para construir uma experiência de caráter visual, plástico e sonoro, em que os diálogos dão lugar à imagem, ao gesto e à atmosfera.



Com protagonismo de Nivaldo Nascimento e participação especial de Fernando Teixeira, o longa reúne ainda atores não profissionais das comunidades onde foi filmado. A produção percorre paisagens do Vale do Catimbau, em Pernambuco, o Castelo de Zé dos Montes, no Rio Grande do Norte, e a Pedra da Boca, na Paraíba, espaços que se tornam parte fundamental da construção de uma cosmogonia própria e artesanal.



“Tudo o que existia era eternidade. Então, a vontade inconformada das coisas originou metamorfose.” A partir dessa premissa, Os Vivos Caminham a Terra constrói uma narrativa de transformação que entrelaça cinema espiritual e surrealismo mitológico, apostando na invenção formal para criar um universo em que a matéria, a paisagem e o corpo parecem estar em permanente mutação.



A trilha sonora original é assinada pela compositora húngara Petra Szászi, enquanto o desenho de som e a mixagem são de Nicolau Domingues. A fotografia de Danilo Rosa e a direção de arte e figurino de Denise Vieira completam uma estética marcada pelo preto e branco, pela exploração das paisagens naturais e por uma construção minuciosa dos elementos visuais e sonoros.



A realização é da Miúdo Cinematográfico, produtora criada por Pedro Maia de Brito, em coprodução com a Riacho, e conta com as produtoras associadas Cajamanga e Sound8. O projeto foi realizado com incentivo do Funcultura.



OUTROS PRÊMIOS



A passagem pelo Festival de Brasília também representa um reencontro de Pedro Maia de Brito com o festival. Em 2018, o diretor recebeu o Candango de Melhor Curta-Metragem pelo filme Conte Isso Àqueles Que Dizem Que Fomos Derrotados. Dois anos depois, em 2020, voltou à premiação com o Prêmio Abraccine de Melhor Longa-Metragem da Crítica pelo documentário Entre Nós Talvez Estejam Multidões. 



Natural do Recife, Pedro Maia de Brito integrou o Berlinale Talents, participou da Residência Arché-Work e do programa Produire au Sud. Seus trabalhos já passaram por festivais e instituições como Doclisboa, Bienal Videobrasil, Rencontres Paris/Berlin, Festival des 3 Continents, Málaga, Valdivia, Beijing, Kassel e Márgenes.



Em seu primeiro longa de ficção, o realizador radicaliza esse interesse pela invenção e constrói um filme que prescinde de diálogos para contar uma história de caráter mítico. Entre paisagens do Nordeste, corpos, matéria e sons, Os Vivos Caminham a Terra propõe uma experiência cinematográfica em que o mundo se permite nascer, morrer e se transformar diante da câmera.



Ficha Técnica:


OS VIVOS CAMINHAM A TERRA


Through the Ground


Brasil, 2026 | 4K | Preto e branco | 2.20:1 | 5.1 SRD


Direção: Pedro Maia de Brito


Elenco: Nivaldo Nascimento, Fernando Teixeira, Maicon dos Santos, Guga Catimbau


Roteiro: Pedro Maia de Brito, Luiz Otávio Pereira, Yuri Lins e Thayná Almeida


Direção de fotografia: Danilo Rosa


Direção de arte e figurino: Denise Vieira


Montagem: Pedro Maia de Brito, com colaboração de Caio Sales e Ralph Antunes


Som direto: Lucas Caminha


Desenho de som e mixagem: Nicolau Domingues


Trilha sonora original: Petra Szászi


Efeitos visuais: Cajamanga


Produção: Pedro Maia de Brito e Vitor Cunha


Produtora: Miúdo Cinematográfico


Coprodutora: Riacho


Vendas internacionais: Reta Filmes

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