Idealizadora da exposição, Luciana Branco destaca que a proposta vai além da contemplação. Segundo ela, a programação foi pensada para transformar o visitante em participante ativo do processo. “A ideia é criar espaços de escuta, reflexão e expressão, onde cada pessoa possa acessar conteúdos internos a partir das imagens e conceitos apresentados na exposição”, explica.
A abertura da agenda acontece no sábado, dia 25, com o workshop “Um encontro com as imagens que te habitam”, conduzido por Maria Odette Sucupira Maciel. A atividade propõe uma imersão a partir do método SoulCollage, incentivando os participantes a traduzirem em imagens suas percepções e vivências após a visita à exposição.
No dia 7 de maio, a analista junguiana Manuelle Andreani ministra a palestra “Notas sobre Depressão na Contemporaneidade”, trazendo reflexões sobre o cenário atual da saúde mental no Brasil e o papel simbólico da depressão em uma sociedade marcada pela aceleração.
Entre os dias 15, 16 e 17 de maio, Luciana Branco conduz o curso “Desvendando Jung para o dia a dia”, voltado para quem deseja compreender conceitos da psicologia analítica de forma acessível e aplicada à vida cotidiana. Com três encontros, o curso custa R$ 150.
A programação segue no dia 16 de maio com a atividade “Filme e Conversa”, conduzida por Lívia Campello, que aborda a trajetória de Nise da Silveira e sua contribuição para a luta antimanicomial, seguida da exibição do filme Nise, o Coração da Loucura.
Já no dia 21 de maio, Andrea Graupen e Cristina Lopes apresentam uma reflexão sobre o “Galo Gigante do Recife sob a ótica da psicologia analítica”, com participação do artista Leopoldo Nóbrega. Natural do Recife, ele é artista plástico multimídia e consultor em inovação criativa com sustentabilidade, com atuação em projetos no Brasil e no exterior. Com formação transdisciplinar, transita por linguagens como cerâmica tecnológica, design de moda e cenografia. Desde 2019, assina as esculturas gigantes do Galo da Madrugada, sendo também diretor criativo da escola Edufuturo, em Caruaru, e CEO do Espaço Multicultural Arte Plenna, no Recife, onde mantém ateliê-escola e showroom voltados à inclusão produtiva.
Em junho, a agenda continua com o workshop “Quando o olhar costura”, com Natália Vasconcellos, que une fotografia e bordado como forma de ressignificação de imagens, e com a palestra “O processo criativo de C. G. Jung”, ministrada por Sayuri Matsumiya, que investiga as relações entre criação, experiência pessoal e prática clínica.
As atividades possuem vagas limitadas, variando entre 20 e 100 participantes, reforçando o caráter intimista e aprofundado das experiências. Os ingressos para aulas e workshops custam R$ 50 e dão direito também à visita à exposição. A programação busca dialogar com diferentes públicos, mantendo como eixo central a conexão entre arte, psique e transformação. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Instituto MHM ou através do site oficial.

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