Primeiros anos, grandes impactos: por que os pais estão matriculando os filhos cada vez mais cedo nas escolas?
Pesquisas realizadas em Harvard ajudam a ampliar essa discussão. O Harvard Study of Adult Development, um dos mais longos estudos sobre desenvolvimento humano já realizados, acompanha diferentes gerações há décadas para compreender o que contribui para uma vida saudável e satisfatória. Entre as principais conclusões está a importância dos relacionamentos próximos e de qualidade para a saúde, a felicidade e o bem-estar ao longo da vida.
Essas são algumas das prioridades do Colégio Fazer Crescer, que recebe bebês com menos de um ano em seu berçário e ajuda na educação até dos jovens do ensino médio. Psicóloga da instituição, Marta Alves ressalta a importância de os pais pesquisem bastante antes da realização da matrícula.
“As crianças acabam indo cada vez mais cedo para a escola. Então, o CFC realmente se volta a pensar o desenvolvimento de uma maneira mais específica e os pais conseguem ter essa tranquilidade. Que não só o filho estará resguardado como ele estará em um cenário propício para o desenvolvimento”, comentou a psicóloga.
POR QUE OS PRIMEIROS ANOS SÃO TÃO IMPORTANTES?
Embora o estudo de desenvolvimento adulto de Harvard não tenha começado acompanhando bebês, suas conclusões dialogam diretamente com pesquisas da própria universidade sobre a primeira infância. O Center on the Developing Child, de Harvard, destaca que as experiências iniciais ajudam a construir a arquitetura cerebral e estabelecem bases para a aprendizagem, o comportamento e a saúde ao longo da vida.
Um dos conceitos estudados por Harvard é o chamado “serve and return”, ou “dar e receber”: são as interações responsivas entre a criança e um adulto cuidador. Quando um bebê olha, balbucia, chora ou faz um gesto e recebe uma resposta atenta do adulto, essas trocas ajudam a fortalecer conexões cerebrais relacionadas à linguagem, às habilidades sociais e ao desenvolvimento emocional.
É justamente nesse contexto que a escola pode assumir um papel que vai muito além do cuidado enquanto os responsáveis trabalham. Para crianças que passam parte significativa do dia em uma instituição de ensino, o ambiente precisa oferecer segurança, acolhimento, estímulos adequados à idade e, principalmente, relações de confiança com os adultos e com outras crianças.
“É claro que o mundo ideal seria realmente que as crianças conseguissem ficar mais tempo pertinho das suas figuras de referência. Mas como a gente trabalha com o real, as escolas vão se adaptando a essa realidade e pensando também em contraturnos que sejam mais leves, que sejam mais acolhedores. Se diferenciando das aulas regulares onde as crianças aprendem conteúdos formais específicos, os períodos que a gente chama de integral, e aí cada escola vai chamar de um jeito, eles vão pensar numa mistura de oferta de desenvolvimento, períodos de descanso e cuidados de uma forma em geral”, contou Marta.
“Então acaba que, de fato, entre tantos cenários, como contratar uma babá, que às vezes os pais têm algumas experiências ruins ou experiências boas, acaba sendo ali uma roleta russa. Saber se vai conseguir encontrar um profissional qualificado, acho que os pais encontram em instituições da sua confiança esse espaço que pode ser uma rede de apoio saudável e confiável para os seus filhos”, encerrou a psicóloga.
MOMENTO PARA A FAMÍLIA
Neste sábado (29), o Colégio Fazer Crescer promove o evento “Meu Amigo na Escola”. Será a oportunidade de um aluno matriculado levar um colega para conhecer a estrutura do CFC. Além disso, pais e filhos terão um momento de troca, com as famílias reunidas, e dicas de Marta Alves e da nutricionista Luciana Nunes. Por fim, ocorrerá um momento de diversão com a contadora de histórias Ilana Ventura. Será das 9h às 12h, com inscrições no link https://forms.gle/nEziW9b4G5hhXCra6.
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