Entre os dias 18 e 21 de junho, as atividades ocuparão o coração da capital paulista, com painéis e oficinas na Biblioteca Mário de Andrade, apresentações musicais gratuitas na Praça Dom José Gaspar e a festa de abertura na Heavy House, em uma programação robusta que alia conhecimento técnico, networking e entretenimento. Com preços acessíveis, os ingressos estão disponíveis e podem ser adquiridos neste site.
“Um filme incrível com inúmeras contribuições se passa na minha cabeça revendo nossa trajetória de dez anos. O WME virou uma entidade muito importante que contribui fortemente nas mudanças estruturais da indústria e esse legado já faz parte da história das mulheres da música brasileira”, diz Monique Dardenne, idealizadora e cofundadora do Women’s Music Event.
Mais do que um evento, o WME é um termômetro. Ao longo de uma década, o WME transformou a dinâmica do setor, provando que a equidade de gênero é o motor para uma indústria mais rica e diversa. A curadoria qualificada deste ano mergulha nos dilemas e tendências de 2026, oferecendo um amplo leque de painéis, oficinas e debates que vão além do óbvio. Os assuntos mais urgentes do mercado — da inteligência artificial na composição à nova economia dos festivais — são dissecados por mulheres que realmente entendem e vivem do assunto.
A coroa da madrinha
Para ocupar o posto de madrinha da edição, o WME convida e homenageia Stefanie, uma das figuras mais emblemáticas e respeitadas do rap nacional, para integrar a celebração destes dez anos de trajetória. Com mais de duas décadas de história na cultura do hip hop, a artista conquistou o título informal de MC das MCs pela precisão de suas rimas e um flow elegante que equilibra força e sensibilidade.
Como integrante fundamental do coletivo Rimas & Melodias, Stefanie foi peça chave na revolução que uniu rap e R&B para pautar o protagonismo feminino na música brasileira contemporânea. Em sua trajetória solo, consolidada pelo recente e aclamado álbum BUNMI, ela mergulha em temas como espiritualidade e cura, reafirmando seu legado não apenas como uma intérprete potente, mas como uma letrista de elite que influencia gerações de mulheres dentro e fora do palco.
A força do WME como agente de mudança se materializa em iniciativas práticas que combatem a desigualdade histórica do setor. O primeiro é o Selo IGUAL, que funciona como uma chancela de equidade, convidando festivais, clubes e empresas a garantir que pelo menos metade de suas equipes e line-ups seja composta por mulheres, pessoas trans e não-binárias. Para viabilizar essa transformação, a plataforma construiu e alimenta o Banco de Profissionais, uma ferramenta estratégica que conecta contratantes a uma vasta rede de especialistas, de engenheiras de som e roadies a gestoras e advogadas. Juntas, essas frentes não apenas denunciam a disparidade, mas fornecem a infraestrutura necessária para que a indústria musical brasileira seja, finalmente, plural, polifônica e profissionalizada em todas as suas instâncias.
Para Claudia Assef, cofundadora do WME, o evento já pode ser entendido como um ponto de virada no mercado nacional. “Ao longo desses anos, o WME foi se transformando numa célula viva, num movimento, quase um sentimento de que vai dar certo. Há tempos sinto que ele já não é mais um projeto meu e da Mô [Monique Dardenne], mas sim um organismo que vem sendo engrandecido por tantas mulheres maravilhosas e também por um bocado de homens que nos fortalecem, a quem chamamos de aliados. Chegamos ao marco de dez anos como uma grande comunidade que se apoia, se aplaude, se impulsiona. Precisamos desse abraço coletivo mais do que nunca para seguir, diante de um panorama que não tem sido nada gentil com o feminino”, reflete a idealizadora.
O impacto do legado do WME começa na celebração de artistas que são referência e se expande através de um olhar de autoridade que consolidou o Women’s Music Event como um verdadeiro selo de qualidade no mercado. O evento não se limitou a dar visibilidade a quem está no microfone; ele se tornou a força motriz para potencializar e impulsionar mudanças significativas para as mulheres em frentes antes impensáveis. Ao chancelar e projetar o trabalho de instrumentistas, produtoras, técnicas e gestoras, o WME garantiu que elas ocupassem posições estratégicas com competência e real poder de decisão.
Sobre o WME:
O Women's Music Event (WME) é uma plataforma de música, negócios e tecnologia criada para aumentar o protagonismo da mulher na indústria da música. Idealizada por Claudia Assef e Monique Dardenne em 2016, a plataforma estreou em março de 2017 com o maior encontro de mulheres da indústria da música em São Paulo, atraindo mais de mil pessoas em painéis de debate, workshops, shows e festas. Desde então, já realizou sete edições do WME. Além do encontro, acontece anualmente a WME Awards by Music2!, premiação desmembrada em três frentes: categoria voto popular, categoria voto técnico e homenageadas pelo conjunto de sua obra. Como desdobramentos, o WME lançou em 2019 seu aplicativo Cadastro de Profissionais e em 2021 o Selo Igual.
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