sexta-feira, 20 de março de 2026

Da Ghama revisita clássico de Jorge Vercillo em videoclipe que celebra o afeto e destaca a diversidade.



O reggae da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, desembarcou na Baixada Santista, em São Paulo, com o precursor do gênero no Brasil, Da Ghama, fundador e ex-guitarrista da banda Cidade Negra.
Agora, seguindo carreira solo, o artista canta, compõe e produz grande parte de seu repertório em Itanhaém, litoral de São Paulo, cidade onde escolheu viver há cinco anos.



Separadas por três décadas, duas versões de uma mesma canção refletem diferentes momentos do Brasil. Lançada em 1996 no álbum “Em Tudo Que É Belo”, do cantor e compositor Jorge Vercillo, “Fácil de Entender” surgiu em um período marcado pela consolidação do pop-MPB e pela expansão do reggae no país. A música atravessou gerações com sua sonoridade influenciada pelo ritmo jamaicano incorporado pelas participações dos cantores Aleh Ferreira e Da Ghama.



Trinta anos depois, a balada retorna em uma releitura na voz de Da Ghama, que lança no dia 20 de março o videoclipe da faixa, conectando a narrativa romântica aos debates contemporâneos sobre diversidade, respeito e combate ao preconceito. A releitura, presente no álbum Sinal de Paz, reforça a essência reggae da música e dá uma interpretação contemporânea à mensagem, transformando o hit em um convite à reflexão sobre liberdade emocional e o direito de amar sem medo, independente da orientação sexual. “A música sempre falou sobre sentimentos verdadeiros. Hoje ela também fala sobre respeito e tolerância”, destaca o cantor.



Dirigido por Louzi Baptista, o videoclipe gravado em Itanhaém, no litoral paulista, reuniu um elenco formado por artistas da cena LGBTQIAPN+ e contou ainda com a participação especial do cantor Edu Ribeiro, um dos nomes mais carismáticos e expressivos da cena reggae nacional. A entrega simbólica de um girassol cria a atmosfera romântica e conduz o público a uma dança envolvente que mistura elementos de forró e do reggae maranhense, traduzindo em movimento a emoção da letra.



Os artistas dividem as cenas em um ambiente visual construído a partir de cenários mutáveis que surgem ao redor de uma poltrona vermelha, enquanto paisagens naturais, periferias urbanas e elementos citados na letra, como a lua e o vulcão, aparecem como metáforas visuais da memória afetiva e da intensidade emocional. “A minha contribuição com essa releitura é combater a violência e a intolerância”, afirma Da Ghama. E acrescenta: “A música sempre falou sobre sentimentos verdadeiros. Hoje ela também fala sobre o direito de amar sem medo”.

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