A médica pneumologista e professora da Afya Paraíba, Gerlânia Simplício, destaca que um dos maiores entraves é identificar rapidamente os pacientes com sintomas respiratórios. “Os principais desafios são a realização precoce dos exames dos pacientes sintomáticos respiratórios, para reduzir a transmissibilidade, e também diminuir a interrupção dos tratamentos por motivos sociais e ligados à história de vida dos pacientes”, explica Gêrlania.
Ela também reforça a importância da supervisão do uso correto da medicação para reduzir casos graves e mortes pela doença.
Sintomas exigem atenção
A tuberculose pode começar de forma silenciosa, mas alguns sinais são claros e precisam acender o alerta.
Entre os principais sintomas estão:
Tosse por mais de três semanas
Febre no período da tarde (vespertina)
Suor noturno
Perda de peso sem explicação
“Com esses sintomas, é fundamental buscar um serviço de saúde para diagnóstico precoce”, orienta a especialista.
Tratamento é gratuito e tem cura
Um ponto importante — e ainda pouco conhecido — é que a tuberculose tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS.
O processo dura, em média, seis meses e exige disciplina do paciente.
“O tratamento é contínuo, com medicamentos bactericidas e esterilizantes, que promovem a cura completa. Eles estão disponíveis nas unidades básicas de saúde”, destaca.
Interromper o tratamento antes do tempo recomendado, no entanto, pode trazer consequências graves.
“O risco é o surgimento de bactérias resistentes, formas crônicas da doença, complicações e até aumento do risco de óbito”, alerta.
Vulnerabilidade social aumenta risco
A tuberculose também está diretamente relacionada a condições sociais e de saúde.
Grupos mais vulneráveis têm maior risco de desenvolver a doença, como:
Pessoas privadas de liberdade
População em situação de rua
Pessoas com HIV
Diabéticos
Tabagistas e etilistas
Indígenas e imigrantes
Profissionais de saúde
Pessoas desnutridas ou com doenças pulmonares
Além disso, o estigma ainda é um problema.
“Muitas pessoas associam a tuberculose ao passado, mas isso é perigoso. É uma doença infecciosa, atual, com diagnóstico e tratamento eficazes, que garantem a cura”, reforça.
Conscientização salva vidas
Durante a Semana Nacional, profissionais de saúde reforçam que o combate à tuberculose depende principalmente da informação.
Diagnóstico precoce, tratamento completo e combate ao preconceito são fundamentais para reduzir os casos e evitar mortes.

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