Para Yolanda Tolentino, de 26 anos, estudante de Direito e apaixonada por comportamento, estética e comunicação, existe uma cobrança contraditória sobre a mulher contemporânea. Ao mesmo tempo em que a sociedade exige feminilidade, presença e estética, muitas mulheres acabam sendo desacreditadas, diminuídas ou julgadas quando possuem uma imagem forte e marcante.
Natural da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, Yolanda afirma que viveu esse processo de perto em ambientes profissionais e sociais. Segundo ela, sua aparência frequentemente gerava interpretações equivocadas sobre sua personalidade, sua inteligência e até sua capacidade profissional.
“Existe uma tentativa constante de resumir mulheres bonitas apenas à aparência. Muitas vezes a mulher entra em um ambiente e precisa provar duas vezes mais que possui conteúdo, preparo e inteligência. Isso é real e acontece diariamente”, afirma.
Com forte interesse em temas ligados a comportamento feminino, autoestima, imagem e comunicação, Yolanda passou a transformar experiências pessoais em reflexão pública sobre o modo como mulheres ainda são julgadas pela estética.
Para ela, muitas mulheres acabam desenvolvendo insegurança, culpa ou até diminuindo sua própria personalidade para não incomodar ambientes profissionais, relacionamentos ou círculos sociais.
“A mulher não deveria se sentir culpada por ser bonita, feminina ou vaidosa. Beleza não anula inteligência, caráter ou competência. O problema está no olhar de quem insiste em reduzir mulheres à aparência”, destaca.
Yolanda acredita que o debate sobre empoderamento feminino também passa pela liberdade estética e pela autonomia da mulher sobre sua própria imagem. Em um cenário onde redes sociais, comportamento e exposição pública moldam relações e percepções, ela defende que mulheres possam ocupar espaços sem precisar esconder feminilidade para serem levadas a sério.
Apaixonada por arte, moda, cultura e lifestyle, Yolanda constrói uma presença que une sofisticação, autenticidade e pensamento contemporâneo. Agora, ela pretende ampliar esse debate através da comunicação, utilizando sua própria trajetória para discutir autoestima, julgamento estético, identidade feminina e construção de imagem na sociedade atual.
“Existe força em uma mulher que não pede desculpas por ser quem é”, conclui.
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