Letícia Fialho assina composição de “Ogum Me Rodeia”, faixa do novo álbum de Anitta, e canta ao lado de Maria Bethânia; artista compôs três faixas de EQUILIBRIVM II



Letícia Fialho | Foto: Bel Gandolfo

Compositora de Brasília participa da composição de três canções de Equilibrium 2, e divide voz com Anitta e Maria Bethânia na faixa ‘Ogum Me Rodeia’, canção-oração para o trabalhador brasileiro;

Dona de hits como ‘Corpo e Canção’, a presença da artista na faixa coroa o encontro de sua poética com o pop, levando a essência da música independente para um alcance ainda mais amplo;


O encontro reafirma o espaço da artista, que colhe os frutos de seus trabalhos desde a estreia com ‘Maravilha Marginal’ (2018) e prepara o lançamento de novo álbum de inéditas.



A música brasileira contemporânea ganha um novo e potente contorno em “Ogum Me Rodeia”, faixa que integra EQUILIBRIVM II, novo álbum de Anitta. Dentre um vasto mergulho em novas possibilidades musicais a partir de colaborações da artista carioca com nomes que integram diferentes cenas musicais do Brasil, a obra promove um encontro singular ao reunir o peso de Maria Bethânia e o encontro com a força poética e popular da cantora e compositora Letícia Fialho. Nome de destaque na nova MPB, a brasiliense e artista da ONErpm assina três composições no disco e vê sua voz ressoar neste encontro, dividindo com as artistas os versos da canção-oração que nasceram de uma escrita sobre rua, fé e trabalho. 



A música fala da fé brasileira: “A gente fala desse sagrado que desce do céu e desce a ladeira no dia de feira, e vai com o povo para conquistar seu sustento a cada dia”, explica Letícia. “É uma reza, mas é uma reza do trabalhador.” Trazer os acasos e os encantos da rua para o centro da música é uma constante no universo lírico de Letícia Fialho. Longe de superficialidades, ela busca a poesia no que é ordinário. Com a caneta atenta aos detalhes, já se aprofundou no cerrado, na boemia e na própria fé, revelando uma sensibilidade ímpar para a cultura brasileira.


Nos versos “Eu vou te levar na medalha, eu vou te chamar para a batalha de todo dia” a “fé brasileira” aparece de forma direta, sintetizando uma espiritualidade brasileira das ruas e quintais que dialoga com o pensamento de autores como Luiz Antonio Simas (O Corpo Encantado das Ruas) e João do Rio (A Alma Encantadora das Ruas), referências que atravessam a poética de Letícia há anos e que evidenciam o encontro do trabalho da artista com a literatura.



Uma operária da música popular brasileira em diálogo com o pop



Em meio a um salto a nível nacional proporcionado por “Ogum Me Rodeia", Letícia amplifica um alcance que já vinha rompendo fronteiras. O diálogo com o grande público atesta a força de um trabalho de base ininterrupto: “Corpo e Canção”, grande sucesso de seu álbum de estreia Maravilha Marginal (2018), garantiu à artista o Disco de Ouro na versão Club Mix enquanto provou a versatilidade de sua obra. Em uma versão assinada pelos DJs brasileiros Maz e Antdot, a faixa cruzou o oceano, também alcançou o cobiçado Top 1 no Beatport, principal plataforma de compra e downloads de música eletrônica, e passou a figurar nos maiores festivais de música eletrônica do planeta, como o Tomorrowland. 



No último ano, a artista apresentou seu segundo álbum de estúdio, Revoada Baile Canção. Em um mergulho que ainda somou colaborações com artistas de outras artistas de cenas independentes do Brasil, como Ellen Oléria, Tuyo, Mestre Anderson Miguel, Luiza Brina e Ju Strassacapa, a cantora e compositora trouxe uma proposta estética que chamou de “baile canção” – a fusão entre a tradição cancioneira brasileira e as texturas eletrônicas – bebendo em referências oitentistas de Gilberto Gil, Djavan, Marina Lima e Gonzaguinha. 



Dando continuidade a uma escola que é também comum a Arlindo Cruz e um tanto de um universo Djavan, Letícia constrói uma obra com harmonias, melodias e letras complexas e ricas, sem deixar de ser popular. Acredita numa música que não subestima quem escuta, mas convida a uma mesa farta de poéticas e sonoridades em estado de fruição entre a arte e o ouvinte. “Carregar significado, fundamento, propósito, riqueza poética, harmônica, melódica. É sobre convidar as pessoas, com o maior respeito, a mergulhar em toda a complexidade que elas têm como seres humanos que sentem medo, alegria, dor, tristeza e esperança.”



O encontro com Anitta e Maria Bethânia chega em momento de dinamicidade em sua carreira, com o recente lançamento do single ‘Outra Ladeira’ e a dois dias da marca de um ano de seu último álbum e a turnê de shows com Revoada Baile Canção. ‘Ogum Me Rodeia’, canção-reza para quem acorda cedo e luta dia após dia, coloca Letícia Fialho diante de um dos maiores holofotes de sua carreira, ao lado de duas gigantes, reafirmando seu papel como uma entre tantas vozes que estabelecem, com a caneta e o violão, as conexões da canção popular brasileira contemporânea.



Sobre Letícia Fialho: Artista de Brasília e intrinsecamente ligada ao subúrbio do Rio de Janeiro, sua origem familiar, Letícia Fialho é cantora e compositora de ímpar conexão com o encanto das ruas, do cerrado, do cotidiano, dos quintais e das pipas. Um dos nomes de destaque da nova MPB, carrega Brasil afora as joias de seu álbum de estreia Maravilha Marginal (2018), como o hit ‘Corpo e Canção’ – que soma mais de 45 milhões de reproduções nas plataformas de streaming – e de seu mais recente disco, Revoada Baile Canção (2025).



Criada no Guará (DF), Letícia verte da caneta ao instrumento, e trabalha em múltiplas frentes de trabalho - do estratégico ao artístico - para expandir os alcances de sua própria música enquanto uma artista independente. Sua obra transita entre referências às poéticas da rua e da natureza, e a espiritualidade brasileira, dialogando com a literatura brasileira em sua vastidão, além de uma tradição de compositoras e compositores que fazem da canção um gesto de partilha. O universo é um tanto comum de Letícia, que compõe há 24 anos e acumula 15 anos de carreira, entre os dois álbuns de estúdio e outros 3 EPs lançados.



Explorando a dinamicidade de sua música, a artista acumula parcerias com nomes diversos como Ellen Oléria, Murica, Puro Suco, Luiza Brina, Tuyo, Ju Strassacapa (Francisco, El Hombre), Mestre Anderson Miguel e Yago Oproprio. Agora, com a participação em ‘Ogum Me Rodeia’, no álbum Equilibrium 2, de Anitta, a artista amplia seu diálogo com o grande público reafirmando a sua verdade poética, e se prepara para lançar um novo álbum de inéditas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

São João de Sapé/PB 2013

"O Facebook está virando Orkut no Brasil" afirma Mark Zuckerberg