Festival Latinidades desembarca em Nova York no Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha
Para Jaqueline Fernandes, especialista em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça e em Estudos Afro Latino Americanos e Caribenhos e idealizadora do Festival Latinidades, “a presença em Nova York consolida um novo ciclo para o festival, que já havia iniciado sua trajetória internacional com a participação no Carnaval de Notting Hill, em Londres, em 2024”. Para ela, “celebrar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha com eventos e uma programação potente em uma cidade que é referência de cultura e luta negra demonstra a força do que criamos há quase 20 anos atrás”.
Nos dias 24 e 25 de julho, o Latinidades ocupa o Brooklin e Harlem, bairros historicamente reconhecidos como territórios simbólicos da diáspora negra, com a exibição do filme “Afrolatinas: mulheres negras em movimentos”, produção conjunta da Universidade Afrolatinas e da Odun Filmes. A obra contribui para a narrativa da história do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e da Diáspora, comemorado em 25 de julho, do qual o Festival Latinidades foi grande propulsor, a partir das experiências e mobilizações de mulheres negras.
Além disso, no dia 24, acontece também a Rueda de Negocios – Round B, no Centro Cultural do Caribe Instituto da Diáspora Africana (CCCADI), localizado no Harlem, iniciativa criada para conectar artistas com apresentadores de música ao vivo, coordenadores de espaços, compradores de talentos e outros profissionais da indústria musical, e também para criar oportunidades de desenvolvimento profissional. As inscrições dos artistas selecionados serão combinadas com um grupo selecionado de profissionais que representam uma variedade de entidades nacionais e internacionais.
Já em 25 de julho, a BRIC House, no Brooklin, abriga a mesa “Colaboração Transnacional”, uma conversa que reúne diretores de festivais e produtores culturais para discutir como as parcerias transfronteiriças podem fortalecer a mobilidade artística e a infraestrutura para circulação de artistas e as colaborações de longo prazo em toda a diáspora negra. O debate conta com a participação de Jaqueline Fernandes, idealizadora do Latinidades, Mai-Elka Prado, DJ, produtora e fundadora do Afro-Latino Festival NYC, Sergio Cuero, do Festival Petronio Álvares, de Cali, na Colômbia, e Priscila Santana, curadora e gestora de programação do renomado SummerStage Festival, de Nova York.
Já no dia 26, o Central Park, um dos mais icônicos parques do mundo, abriga o “Afro-Latinas Concert”. Realizado em parceria com o SummerStage e o Afro-Latino Festival, o evento reúne artistas da América Latina, do Caribe e dos EUA em um espetáculo dedicado às mulheres negras e poderá ser assistido gratuitamente. Entre os talentos presentes, estarão a cantora brasileira Luedji Luna, com participação especial de Liniker, a peruana Susana Baca, vencedora de dois prêmios Latin Grammy, a panamenha Mai-Elka Prado Gil, que se apresenta com o Lush Song Collective, a DJ jamaicana de dancehall e reggae Lady G e a norte-americana DJ Agent DMZ, que leva para os toca-discos a bagagem de sua ascendência afro-porto-riquenha.
A chegada do Latinidades a Nova York consolida as ações da 19ª edição, que teve início em Brasília entre os dias 1º e 4 de julho. Na capital brasileira, o festival propôs um mergulho profundo no tema "Saúde Mental Importa!", que promoveu a reflexão acerca do bem-estar, a felicidade e o descanso das trabalhadoras e dos trabalhadores da cultura. Ao longo de quatro dias, a edição brasiliense contou com a presença de mais de XXX pessoas.
Destacaram-se, no evento, a vivência "Quem cuida de quem produz?", marcada por acolhimento e escuta, a mesa "Arte, saúde mental e bem viver", que contou com as artistas Linn da Quebrada e Karol Conká, e a exposição "Chão Ancestral", que celebrou os 280 anos do Quilombo Mesquita e ficará acessível ao público até dia 31 de julho na Rodoviária do Plano Piloto. .
Com quase 20 anos de trajetória, o Festival Latinidades conta com o patrocínio da Fundação Banco do Brasil, Caixa e Governo do Brasil e apoio da TV Brasil, Agência Brasil e Rádio Nacional.
Sobre o Instituto Afrolatinas
O Afrolatinas é uma organização cultural de impacto social que atua para promover equidade de gênero e raça, contribuir para a difusão e o reconhecimento de narrativas, saberes e memória, além de impulsionar a autonomia financeira e a redução das violências contra as mulheres negras.
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