Mãe Miriam de Xangô celebra 10 anos do Ilê Asé Aganju Aséobà com roda de memória e programação cultural no Recife
Há dez anos, a yalorixá Mãe Mirian faz do Ilê Asé Aganju Aséobà um espaço de preservação da cultura afro-brasileira e de defesa da liberdade religiosa. Neste domingo (2), ela celebra essa trajetória reunindo mulheres de terreiro e o público em geral em uma programação especial, a partir das 14h, na sede do terreiro, em Afogados, Zona Oeste do Recife. A agenda combina debates, música e manifestações culturais para reafirmar a ancestralidade como patrimônio vivo da cidade. O evento é gratuito.
A abertura da programação será com a roda de conversa "Narrativas de Matrigestão de uma Mulher de Xangô", conduzida pela yalorixá Mãe Mirian de Xangô. O diálogo propõe uma reflexão sobre a liderança feminina nas religiões de matriz africana, a transmissão dos saberes ancestrais entre gerações e os desafios enfrentados pelas comunidades tradicionais diante do racismo religioso e da intolerância.
A abertura da programação será com a roda de conversa “Narrativas de Matrigestão de uma Mulher de Xangô”, que reunirá histórias, lembranças e experiências sobre a trajetória da yalorixá Mãe Miriam de Xangô e a constituição do Ilê Asé Aganju Aséobà. Sua narrativa será entrelaçada às memórias de familiares, da família de axé e de pessoas parceiras que participaram de diferentes momentos dessa caminhada, revelando os desafios enfrentados, os ensinamentos transmitidos, os vínculos construídos e a contribuição coletiva para a história do terreiro ao longo desses dez anos.
À frente do Ilê Asé Aganju Aséobà, Mãe Mirian construiu uma trajetória marcada pela articulação entre espiritualidade, cultura e compromisso social. Mulher negra, mãe, avó, empreendedora e liderança comunitária, transformou o terreiro em um espaço de acolhimento, formação cidadã e valorização das tradições afro-brasileiras e afro-indígenas, ampliando sua atuação para iniciativas nas áreas da cultura, segurança alimentar e fortalecimento dos povos de terreiro.
Fundado em Afogados, o Ilê Asé Aganju Aséobà consolidou-se, ao longo da última década, como uma referência na promoção da cultura afro-brasileira e no fortalecimento comunitário. Mais do que um espaço de fé, o terreiro desenvolve ações voltadas ao acolhimento, à preservação da ancestralidade e à promoção da igualdade racial, contribuindo para o enfrentamento da intolerância religiosa e para a valorização das tradições de matriz africana.
A partir das 16h, a programação segue com o Afoxé Aganju Aséobà, grupo criado em 2022 para fortalecer a cultura afro-brasileira por meio da música, da dança, da percussão e da formação de crianças, jovens e adultos. Às 17h, o público acompanha a apresentação do Semente de Maracá. O encerramento será às 19h, com Edún Ará Sangô, espetáculo que celebra a ancestralidade por meio da música, da dança e da espiritualidade.
Ao celebrar dez anos de existência, o Ilê Asé Aganju Aséobà reafirma seu compromisso com a preservação das tradições afro-brasileiras e afro-indígenas e com a promoção da cultura como instrumento de pertencimento, inclusão e transformação social. A celebração também convida o público a reconhecer a contribuição histórica das mulheres de terreiro para a construção da identidade cultural do Recife e para a defesa da liberdade religiosa como um direito de todos.
Serviço:
Yalorixá Mãe Mirian celebra 10 anos à frente do Ilê Asé Aganju Aséobà com encontro de mulheres de terreiro no Recife
Quando: Domingo, 2 de agosto
Horário: A partir das 14h
Local: Ilê Asé Aganju Aséobà – Rua Alfredo Maia, nº 39, Afogados – Recife
Programação
14h – Roda de conversa Narrativas de Matrigestão de uma Mulher de Xangô
16h – Afoxé Aganju Aséobà
17h – Semente de Maracá
19h – Edún Ará Sangô
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