“Paisagens Sonoras” lança trilhas inéditas para ampliar experiência acessível em patrimônios culturais de Pernambuco



O projeto "Paisagens Sonoras" inicia uma nova etapa de pesquisa e criação voltada à acessibilidade cultural em Pernambuco.
A iniciativa lança nove trilhas sonoras originais desenvolvidas para compor audiodescrições de paisagens e patrimônios do estado, promovendo experiências imersivas para pessoas cegas e com baixa visão. Além das trilhas sonoras, o projeto também disponibilizará conteúdos audiovisuais sobre o processo criativo, incluindo um vídeo making of das gravações. Todo o material será disponibilizado no Instagram @paisagenssonoraspe e no site oficial do projeto, que ganha uma nova aba dedicada às trilhas: www.paisagenssonoras.com.br.


 


À frente da iniciativa está o idealizador Mateus Guedes, responsável pela pesquisa, direção e produção musical; a realizadora audiovisual e produtora Gabriela Oliveira; e a produtora executiva Ana Sofia Santana. As audiodescrições são assinadas pela Vouser Acessibilidade.


 


Com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), através do edital Funcultura, o projeto investiga padrões de captação de áudio e métodos de composição e produção de trilhas sonoras voltados à acessibilidade, transformando o meio visual em verbal por meio da audiodescrição. O objetivo é ampliar o acesso inclusivo aos espaços públicos e ao patrimônio paisagístico pernambucano através da construção de paisagens sonoras.


 


O projeto nasceu em 2021, com apoio do edital Recife Virado, mapeando inicialmente três paisagens sonoras na cidade do Recife. Em seguida, também com incentivo do Funcultura, a pesquisa foi expandida para diferentes regiões do Estado, culminando na criação do site oficial e na produção de audiodescrições para nove localidades pernambucanas: Recife Antigo, Centro Histórico de Olinda, Vila de Nazaré, Praia de Maracaípe, Praia dos Carneiros, Engenho Poço Comprido, Serra Negra, Cachoeiras de Bonito e Rio São Francisco. Ao todo, foram desenvolvidas 36 paisagens sonoras, sendo quatro para cada localidade.


 


Entre os locais mapeados pelo projeto estão, no Recife Antigo, a Praça do Marco Zero, o Parque das Esculturas Francisco Brennand, a Rua do Bom Jesus e a Praça do Arsenal. No Centro Histórico de Olinda, foram registradas paisagens da Praça do Alto da Sé, da Ladeira da Misericórdia e dos Quatro Cantos. Já na Vila de Nazaré, em Cabo de Santo Agostinho, o projeto contemplou a paisagem litorânea, as ruínas da Casa do Faroleiro, o Farol de Nazaré e a Igreja de Nossa Senhora de Nazaré.


 


Também integram o mapeamento sonoro a Praia de Maracaípe, em Ipojuca; a Praia dos Carneiros, as piscinas naturais, a Igrejinha dos Carneiros e o Pontal dos Carneiros, em Tamandaré; além do Engenho Poço Comprido, em Vicência, incluindo a capela, o baobá histórico e a vista da varanda do engenho.


 


Na Serra Negra, em Bezerros, foram desenvolvidas paisagens para o mirante da reserva ecológica, a mata da reserva, o anfiteatro do polo cultural e a Capela de São Francisco Xavier. Em Bonito, o projeto registrou a Cachoeira Véu de Noiva I, Cachoeira Véu de Noiva II, Cachoeira Ecoparque e o Mirante Capela Monte Serrat. Já em Petrolândia, as audiodescrições contemplam a Praia do Sobrado, a Igreja Submersa do Sagrado Coração de Jesus, a Ilha de Rarrá e paisagens do Rio São Francisco ao pôr do sol.


 


Agora, a nova fase do projeto incorpora trilhas musicais inéditas às audiodescrições já existentes, tornando a experiência ainda mais sensorial e imersiva. As composições funcionam como recurso de condução do usuário durante o experimento sonoro, ampliando as possibilidades de percepção e conexão com os ambientes retratados.


 


“O projeto parte da ideia de que o som também pode construir paisagem. As trilhas foram desenvolvidas para potencializar a experiência da audiodescrição, criando camadas emocionais e sensoriais que ampliam o acesso inclusivo aos patrimônios de Pernambuco”, destaca Mateus Guedes.


 


As gravações aconteceram em Serra Negra, no NAM, e também no Recife, reunindo músicos convidados. Participam das trilhas os artistas Emerson Rodrigues, Isadora Melo, André Oliveira, Parrô Melo, Luccas Maia e Luis Moury.


 


As paisagens sonoras e audiodescrições ficam disponíveis no site do projeto e podem ser acessadas pelo público durante visitas aos locais retratados. A proposta é que os usuários naveguem pela plataforma enquanto percorrem os espaços físicos, escutando as audiodescrições e trilhas correspondentes aos patrimônios visitados, ampliando a imersão sensorial.


 


Contrapartida social - Como ação de contrapartida, o projeto realizou em abril uma atividade junto à ASSOBECER (Associação Beneficente dos Cegos do Recife), apresentando as paisagens sonoras desenvolvidas para o Recife Antigo. Durante a ação, os participantes puderam experimentar as audiodescrições acompanhadas pelas novas trilhas sonoras em locais como Praça do Arsenal e Marco Zero. Também foram distribuídos cartões com QR Code e identificação em Braille para facilitar o acesso ao site e aos conteúdos do projeto.


 


FICHA TÉCNICA – PAISAGENS SONORAS TRILHAS:


Pesquisa e Direção: Mateus Guedes


Produção Executiva: Ana Sofia Santana


Produção: Gabriela Oliveira


Produção Local: Marcelo Figueiredo


Local de Realização da Pesquisa: NAM


Produção Musical: Mateus Guedes


Artistas da Música: Emerson Rodrigues, Isadora Melo, André Oliveira, Parrô Melo, Luccas Maia e Luis Moury


Mixagem: Deriva


Masterização: Diogo Guedes


Realização Audiovisual e Edição: Gabriela Oliveira


Designer: Ythalla Maraysa


Acessibilidade: Vouser Acessibilidade, Andreza Nóbrega e Ruan Carlos


Produção Adicional: Rafael Cavalcanti

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