No silêncio de Camponata, uma vila pacata onde a tecnologia dá ritmo aos dias, vive um homem que a vizinhança conhece apenas como o "Velho das Areias". Sob o peso de um luto traumático, outrora conhecido como Guilherme Henrique, o renomado paisagista fez de sua casa um refúgio impenetrável. Ali, ele tenta sem sucesso e há mais de 40 anos cultivar a Samira, uma flor magnífica e dourada como o sol, e a preferida da falecida esposa, Daiana.
A rotina de isolamento de Guilherme, no entanto, é interrompida quando Arthur, um garoto acostumado a garimpar tesouros nos ferros-velhos, invade acidentalmente o reduto em busca de uma bola perdida. O encontro, marcado pelo impacto de um vaso quebrado, evolui para uma aliança inesperada. Ao se tornar ajudante do velho mestre, o jovem aprende que "a jardinagem é uma coisa que os robôs ainda não conseguem fazer muito bem" e um mundo mágico se revela no Jardim da Vida.
Através do cuidado minucioso com plantas belíssimas e raras, que por vezes têm aromas mortíferos, e de lições de matemática, o deserto particular de Guilherme Henrique começa a dar lugar à vida e prova que o amor floresce até no solo mais árido da perda. E este renascimento, repleto de descobertas e emoções, será vivenciado pelos leitores na Leitura Coletiva de A Samira e o Deserto.
Com a escrita poética e magnética que fez de Augusto Branco um dos autores mais citados nas redes sociais, a narrativa entrega uma jornada arrebatadora sobre recomeços. E a flor Samira, que insiste em desabrochar em condições extremas, sintetiza essa travessia. Uma leitura intensa para aqueles que acreditam que a cura para as maiores feridas ainda está na conexão humana.
O jardim está pronto para florescer, e nós queremos que você faça parte dessa história!
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Alerta de gatilhos: Bullying, feminicídio e desigualdades sociais.
Sobre o autor: Augusto Branco é pioneiro no gênero da Micropoesia Aforística, estilo que hoje domina as redes mundiais. Nascido em Porto Velho, no coração da Amazônia, o autor carrega a força das raízes ribeirinhas para uma obra que ultrapassa fronteiras. A revista Nature o citou como uma das personalidades mais influentes da cultura contemporânea, com passagens marcantes pelas listas de mais vendidos na Europa e diversas adaptações para o cinema e TV.
A Samira e o Deserto é uma história que o acompanha desde os 10 anos de idade e que precisou de 35 anos de maturação para ganhar o papel. Escrito durante o luto pelo pai, o livro é um romance de formação profundo. Nele, o autor une bagagem literária, que dialoga com nomes como Saint-Exupéry e Hemingway, à sensibilidade de quem sabe que a beleza, assim como a flor Samira, precisa de tempo e resiliência para florescer no deserto.
Instagram: @augustohbranco | Facebook: AugustoHBranco

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