Nos dias 10 e 11, o programa Imersão retorna à grande de ações sob o tema “Coletar sonhos, materializar rastros no barro”, conduzida pela artista visual Ana Flávia Mendonça. O encontro irá propor uma roda de conversa com os participantes sobre seus sonhos: os sonhados recentemente e os desejos futuros, como duas formas possíveis de interpretar a palavra “sonho”. O objetivo é materializar no barro os objetos oriundos desses sonhos, trazidos por cada participante. Na prática, haverá a apresentação das regras básicas de modelagem em argila e, ao final da atividade do segundo dia, será proposta a construção de uma mandala coletiva, além do registro dos resultados por meio de fotos, com a realização de uma avaliação coletiva da ação com os participantes.
Já no dia 16, em homenagem ao Dia dos Povos Indígenas, 19 de abril, o museu-ateliê recebe a ativista e professora das Escolas Indígenas em Entre Serras de Pankararu, Elisa Pankararu, que comandará a nova edição do “Encontro com Professoras e Professores: Letramento Racial e Perspectivas Indígenas para a Educação”. A formação busca refletir sobre o racismo como uma construção histórica que, ao longo do tempo, tem sido utilizada para negar direitos e estereotipar grupos sociais e comunidades tradicionais.
A partir das experiências e das realidades contemporâneas dos povos originários, o encontro apresenta um panorama da questão indígena no Brasil, com atenção especial ao Nordeste, no intuito de desconstruir concepções racistas, estereótipos e informações desatualizadas ainda presentes no imaginário social e nos contextos educativos. Elisa Pankararu compartilhará perspectivas, referências e ferramentas pedagógicas que contribuam para qualificar o ensino e ampliar o debate sobre a presença e a diversidade dos povos indígenas na educação.
Trilhas do Capibaribe
Visando difundir o conhecimento e a preservação da Mata Atlântica e do rio Capibaribe, o dia 18 traz mais um Trilhas do Capibaribe, com o Grupo Cultural Boi da Mata. Assim como os que adentram a Oficina Francisco Brennand se encantam com a Cidadela e com seu acervo, a atividade permite que o público enxergue o entorno de mais de 600 hectares de reserva florestal do museu-ateliê preservado, relacionando arte e natureza como parte de um todo que pode e deve ser admirado, além de ressaltar o elo que o próprio artista Francisco Brennand possuía com esse território.
Na semana do Dia Internacional da Mãe Terra, o projeto Ocupa Oficina promove, no sábado 25, a atividade “O meio ambiente no meio da gente”, com a escritora e pesquisadora Inaldete Pinheiro. Filha de dois migrantes do sertão de Caicó, onde a seca era frequente, a artista, desde cedo, soube valorizar a natureza, tendo ainda um olhar atento para as transformações do território. Utilizando a literatura como motivação para mobilizar cada vez mais pessoas sobre a falta de preservação ambiental e, sobretudo, as mudanças climáticas que afetam o planeta, a ação propõe um momento de reflexão e sensibilização por meio da literatura, especialmente a poesia. A proposta é um convite à leitura e declamação de poemas, utilizando a poesia como meio de discussão para que os participantes reflitam sobre quais ações individuais e coletivas podem ajudar a melhorar o planeta.
Visitas agendadas
Ao longo do mês, o público também pode participar das Visitas Agendadas, voltadas a grupos escolares e não escolares (de 15 até 42 pessoas) interessados em vivenciar experiências educativas junto ao acervo e às exposições da instituição. A proposta convida a percorrer trajetos que exploram as relações entre arte, natureza, territórios e cosmologias presentes na obra de Francisco Brennand, promovendo diálogos e trocas de saberes. Acontecem às quartas e sextas-feiras, nos horários de 9h30 e 14h30, e aos sábados, às 14h30, mediante agendamento prévio via formulário disponível no Instagram @oficinafranciscobrennand.
Sobre a Oficina Francisco Brennand
Transformada em um instituto cultural sem fins lucrativos em 2019, a Oficina atua para preservar o legado do artista Francisco Brennand, ao passo que fomenta e difunde práticas artísticas, educativas e culturais contemporâneas. No coração da Mata da Várzea, na capital pernambucana, o museu-ateliê salvaguarda um amplo conjunto de obras do artista, distribuídas em espaços expositivos, jardins — um deles projetado por Roberto Burle Marx — e reserva técnica. Fundada em 1971, a Oficina compreende também edificações fabris, ateliês e uma capela, cujo projeto é de autoria dos arquitetos Paulo Mendes da Rocha e Eduardo Colonelli, instalações de atendimento ao público, como café e loja, e unidade de apoio localizada no Bairro do Recife, na Casa Zero.
Serviço:
Imersão - Coletar sonhos, materializar rastros no barro, com Ana Flávia Mendonça
Quando: 10 e 11/04, das 10h às 15h
Onde: Oficina Francisco Brennand (Propriedade Santos Cosme e Damião - Rua Diogo de Vasconcelos, s/n, Várzea)
Inscrição: gratuita, pelo link https://forms.gle/CZ25yFFKJwg7rp747
Encontro com Professoras e Professores: Letramento Racial e Perspectivas Indígenas para a Educação, com Elisa Pankararu
Quando: 16/04, com duas turmas: 10h às12h e 14h às16h
Onde: Cineteatro Deborah Brennand, na Oficina Francisco Brennand (Propriedade Santos Cosme e Damião - Rua Diogo de Vasconcelos, s/n, Várzea)
Inscrição: gratuita, pelo link https://forms.gle/yqcXG9mmzS8m5mpm6
Trilhas do Capibaribe, com o Grupo Cultural Boi da Mata
Quando: 18/04, das 9h às 12h
Onde: Oficina Francisco Brennand
Inscrição: gratuita, pelo link https://forms.gle/2KN1mis5NKV4QXgP6
Ocupa Oficina - O meio ambiente no meio da gente, com Inaldete Pinheiro.
Quando: 25/04, das 14h às 16h30
Onde: Oficina Francisco Brennand
Inscrição: gratuita, pelo link https://forms.gle/NmxTptjN4QgiDVQ16
Visitas agendadas
Quando: quartas e sextas, às 9h30 e às 14h30; sábados, às 14h30
Público-alvo: grupos escolares e não escolares, mínimo de 10 e máximo de 42 pessoas
Onde: Oficina Francisco Brennand
Inscrição: https://agendamentooficinafranciscobrennand.youcanbook.me

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