Zécarlos Ribeiro volta a revelar novas canções, agora em sua própria voz, depois da estreia solo com o álbum “Ná Ozzetti canta Zécarlos Ribeiro”, com Ná Ozzetti nos vocais. Nesta sexta-feira, 7 de novembro, chegou nas plataformas digitais “(Todos os Homens)º = 1” (se lê: Todos os homens elevado a zero é igual a um).
Principal compositor do RUMO junto com Luiz Tatit, Zécarlos é autor de clássicos como “Ladeira da Memória”, “Falta Alguma Coisa”, “Bem Alto”, “Jackson Jovem”, “Quero Passear” e há tempos vem burilando a ideia do trabalho solo. Em dezembro de 2022, Zécarlos anunciou o lançamento de uma série de singles e álbuns autorais, abrindo seu baú de inéditas, que dividiu entre alguns produtores.
Com produção de Marcio Nigro, “(Todos os Homens)º = 1” reúne 10 canções, sendo cinco inéditas, quatro lançadas no EP que antecipou o álbum e uma regravação - a parceria com Luiz Tatit, “Minha cabeça”, gravada com o RUMO em 1981. A regravação conta com a participação de Arrigo Barnabé, que divide os vocais com Zécarlos. “Recentemente assisti um vídeo do Airam Capuani cantando esta canção um tanto sui generis e então, pensei em gravar com uma roupagem nova. Marcio Nigro fez o arranjo e, como era completamente diferente da versão original, levei um tempo pra me acostumar. Mas uma coisa ficou clara pra mim, quer pelo tema, quer pelo arranjo, o intérprete mais adequado seria o Arrigo - não há pessoa mais indicada para dar os contornos corretos e passar a mensagem que está se pretendendo na composição. Afinal, quem tem aquela personalidade marcante para justificar uma nova gravação desta canção? Então, convidei o Arrigo e ele gentilmente topou. Meu parceiro Luiz Tatit, assim como eu, adorou a interpretação”, revela Zécarlos.
Companheiro do grupo Rumo e parceiro de uma série de canções, Geraldo Leite também colabora no álbum. São quatro parcerias, entre elas “Deslumbre”, que tem a participação de Ana Deriggi nos vocais. “Geraldo publicou o livro ‘Soltando os Bichos’, de poemas. Em conversas internas no grupo RUMO, alguém comentou que se poderia transformar alguns daqueles poemas em canções. Achei interessante a ideia e localizei alguns mais curtos e adequados. Musicar textos, embora comum entre compositores, para nós que passamos pelo RUMO seria um tanto fora de contexto. Isto porque, de um modo geral, partíamos da linguagem falada coloquial. Pelo menos para mim, posso dizer que foi uma experiência nova na forma de compor”, avalia Zécarlos. “A canção ficou fora do meu registro vocal. Aí entrou a contribuição do Marcio Nigro, que sugeriu chamar a Ana Deriggi, que daria o contorno que a canção pedia. A Ana trouxe a sua marca para a canção de forma extraordinária”, comenta Zécarlos sobre a contribuição marcante de Ana Deriggi em “Deslumbre”.
Sempre com os amigos do RUMO por perto, Zécarlos tinha a intenção de fazer uma composição em parceria com Gal Oppido. “Meu querido amigo, extremamente ocupado, envolvido em seus projetos artísticos, tirou da gaveta uma história que havia sido usada num vídeo. Narrando a trajetória de seu pai, um artista, imigrante italiano em São Paulo, na região do Ipiranga. Seu pai comprou um cavalo e, não tendo área para deixá-lo fora, o colocou no corredor de acesso à casa. A vizinhança foi se acostumando com aquele fato insólito, digno de uma cena felliniana. A herança italiana na nossa cultura vai se agregando à história, por isso o personagem mistura o português com algumas palavras em italiano”, conta Zécarlos. Já definida a composição, mostrou “Sonhe em Pé” para Carlos Careqa. “Meu querido amigo Careqa me disse que se identificou com a canção e gostaria de interpretá-la. Honra muito grande para mim, que o considero um excelente intérprete. E a canção se adequou perfeitamente ao seu timbre de voz. O resultado ficou maravilhoso e teve também a contribuição fundamental dos arranjos do Marcio Nigro, de um modo geral e nesta canção em particular”, completa Zécarlos.
“Trabalhar com o Zécarlos é tudo que um produtor e arranjador como eu pode pedir: um artistas talentoso, com músicas diferentes, que te dá liberdade pra trabalhar e gosta de variedade estilística”, comenta Marcio Nigro. Apesar de não conhecer Zécarlos pessoalmente, Nigro relembra que já tinha uma ponte com o RUMO, tinha trabalhado com Paulo Tatit e Akira Ueno na série Peixonauta e por vários anos com Hélio Ziskind nos palcos e estúdio, sem contar que teve aulas de violão com Pedro Mourão quando era moleque. “Entre 2022 e 2023 produzi quatro músicas do Zécarlos, lançadas antecipando o álbum, tocadas e produzidas por mim, apenas com coros adicionais da Tarsila Amorim. E quando ele trouxe mais músicas para produzir um álbum inteiro, o trabalho ganhou outra dimensão. Várias músicas — ‘Todos os homens’, ‘Bando de loucos’ e ‘Estica a trena’ — navegavam por águas não mapeadas. Penso em Zécarlos como um desbravador musical, um trovador urbano. Pega o violão e intuitivamente vai trilhando caminhos musicais diferentes, com fraseados e modulações inesperadas que surpreendem pela riqueza musicais. Esse violão dele abre uma picada numa floresta com muita diversidade musical. Eu gosto de criar e compor com o saber coletivo. A química fluiu bem e a empolgação do Zé (e minha também) com as pré-produções, permitiu que músicos convidados incríveis agregassem mais vida e sabedoria aos arranjos. Em tempos de IA, isso é ouro”, avalia Marcio Nigro, produtor e arranjador de “(Todos os Homens)º = 1”, o novo álbum de Zécarlos Ribeiro, que chega nas plataformas digitais com capa de Giba Gomes.
Zécarlos Ribeiro | (Todos os Homens)º = 1
1. Bando de loucos (Zécarlos Ribeiro)
Zécarlos Ribeiro: Voz
Marcio Nigro: Violão, Guitarra
Tarsila Amorim: Coro
Luciano Vieira: Baixo
Emílio Martins: Bateria e percussão
Vicente Falek: Teclado
Ubaldo Versolato: Sax, flauta
Nahor Gomes: Trompete
Sidnei Borgani: Trombone
2. Todos os homens (Zécarlos Ribeiro)
Zécarlos Ribeiro: Voz
Marcio Nigro: Violão, Guitarra
Tarsila Amorim: Coro
Swami Jr: Baixo
Emílio Martins: Bateria e percussão
Vicente Falek: Teclado
Ubaldo Versolato: Sax, flauta
Nahor Gomes: Trompete
Sidnei Borgani: Trombone
3. Deslumbre (Geraldo Leite, Zécarlos Ribeiro)
Ana Deriggi: Voz
Marcio Nigro: Violão, Guitarra
Luciano Vieira: Baixo
Emílio Martins: Bateria e percussão
Vicente Falek: Teclado
4. Sonhe em pé (Zécarlos Ribeiro)
Carlos Careqa: Voz
Marcio Nigro: Violão, teclados
Meno Del Picchia: Baixo
Mario Manga: Cello
Thädêu Rómáño: Acordeon
Emílio Martins: percussão
Vicente Falek: Teclado
Nahor Gomes: Trompete
5. Estica a trena (Zécarlos Ribeiro)
Zécarlos Ribeiro: Voz
Marcio Nigro: Violão, Guitarra, samplers, teclado
Tarsila Amorim: Coro
Swami Jr: Baixo
Emílio Martins: Bateria e percussão
Ubaldo Versolato: Sax, flauta
Nahor Gomes: Trompete
Sidnei Borgani: Trombone
6. Minha cabeça (Luís Tatit, Zécarlos Ribeiro)
Arrigo Barnabé: Voz
Zécarlos Ribeiro: Voz
Marcio Nigro: Guitarra, samplers, teclado, programação
7. Vai pra cama descansar (Geraldo Leite, Zécarlos Ribeiro)
Zécarlos Ribeiro: Voz
Marcio Nigro: Violão, baixo, teclado
Emílio Martins: Bateria e percussão
Ubaldo Versolato: Sax
8. É do mal (Geraldo Leite, Zécarlos Ribeiro)
Zécarlos Ribeiro: Voz
Marcio Nigro: Guitarra, baixo
Tarsila Amorim: Coro
Emílio Martins: Bateria e percussão
9. Vem pra cá (Geraldo Leite, Zécarlos Ribeiro)
Zécarlos Ribeiro: Voz
Marcio Nigro: Violão, guitarra, baixo, teclado
Emílio Martins: Bateria e percussão
Mario Manga: Cello
10. Volta pra mim (Zécarlos Ribeiro)
Zécarlos Ribeiro: Voz
Marcio Nigro: Violão, guitarra, baixo, teclado
Tarsila Amorim: Coro
Emílio Martins: Bateria e percussão
Produção, Arranjos e Mixagem de Marcio Nigro
Masterizado por Maurício Gargel
Capa de Giba Gomes
Ouça “(Todos os Homens)º = 1”, nas plataformas digitais
https://tratore.ffm.to/todososhomensx1

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