“O propósito da discussão é apresentar as três ondas das terapias baseadas em evidências, que de forma didática se dividem em comportamental, cognitiva comportamental e integrativas”, explica Célia Guedes, psicóloga e professora da Unit-PE.
Três ondas
A proposta da roda de conversa é tratar de cada uma das três ondas, mas com o foco na terceira. Essas abordagens terapêuticas surgiram no início do século XX e se baseiam no behaviorismo (teoria acerca dos comportamentos). A primeira onda se detinha mais a associações entre determinadas situações e a sensação de medo ou ansiedade; já a segunda abrange componentes cognitivos, como emoções e pensamentos, e leva em consideração também os chamados pensamentos distorcidos; a terceira onda, por fim, também se debruça sobre questões humanísticas, como sonhos e objetivos de vida.
Segundo Célia, era inevitável que esse desenvolvimento acontecesse, mas as terapias da terceira onda mantêm certas especificidades. “Tal evolução se deu por necessidades terapêuticas, quando se verificou o pouco alcance, a partir do modelo convencional, para atender às necessidades de casos difíceis. Inicialmente direcionadas aos transtornos de personalidade, hoje, as terapias integrativas têm maior alcance. Parte delas se concentram em aspectos emocionais e contextuais, quando valores e mudanças comportamentais são enfatizados e integrados às estratégias terapêuticas, visando modificar a forma como as pessoas vivenciam suas experiências e relacionam-se com seus valores de vida”, detalha.
Benefícios
Dentre as abordagens terapêuticas mencionadas pela professora, estão a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), a Terapia Comportamental Integrativa de Casais (IBCT) e a Terapia baseada no Mindfulness (MBCT). Célia afirma ainda que a indicação para cada tipo de terapia demanda um encaminhamento de um profissional qualificado, para que sejam percebidos os benefícios para o bem-estar do paciente. “Psicoterapias de um modo geral visam promover a saúde mental entendendo seu impacto na saúde física e qualidade de vida da pessoa em sofrimento”, ressalta.

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