Em novo single de rock pop, Alexys Agosto canta o desejo por liberdade


A cantora, compositora e musicista Alexys Agosto lançou em 25 de setembro, sexta-feira, o seu novo single, “Looping”, disponível em todas as plataformas de streaming.

“Looping” é a continuação do álbum de estreia de Alexys, “A Fabulosa Viagem de Futurística”. O disco, lançado em 2025 e transformado num espetáculo-show, uniu poesia e diferentes gêneros musicais, como pop, rock, funk e a música brasileira psicodélica setentista. “Looping” dialoga com o roteiro fictício criado no álbum.


O single também é considerado por Alexys Agosto uma “obra-irmã” do seu antecessor, o single “Solitário Labirinto” (2025), por terem sido compostas na mesma semana. Porém, não é só essa ligação temporal entre as duas músicas. Alexys conta que “Looping” vai apresenta outra perspectiva à letra de “Solitário Labirinto”, na qual o eu lírico está preso num ciclo de solidão e tristeza. Em “Looping”, o eu lírico demonstra garra e desejo de romper com esse solitário ciclo.


“’Looping’ é uma perspectiva mais positiva da solidão do que ‘Solitário Labirinto’. Enquanto em ‘Solitário Labirinto’ eu canto sobre a dificuldade de não conseguir sair do mesmo lugar, em uma balada bem melancólica, em ‘Looping’ eu canto sobre a vontade de sair desse lugar e da necessidade de se encontrar uma comunidade para isso”, contou Alexys.


A composição de “Looping” seguiu o rito da compositora, no cenário de um pôr do sol, no interior de São Paulo, Itaí, cidade natal da artista. Ela tocava alguns acordes no teclado, experimentando as células rítmicas da bossa nova. Tempos depois, Alexys convidou dois companheiros de produção, mixagem e masterização do seu álbum para a produção de “Looping”: Helô Badu e Votú, produtor de “Friends With”, faixa do novo álbum de Pabllo Vittar.


Eles entraram em estúdio para construir uma música de bossa nova com influências de diferentes vertentes do rock. “Fizemos algumas sessões de estúdio e nesse caminho o rock foi ganhando mais espaço do que a bossa nova na produção”, destacou Alexys. “Acho que isso era necessário para trazer um sentido mais raivoso, mas no final das contas, a música trilhou o caminho dela enquanto eu, Helô e Votú tentávamos conduzir esse trilho e misturar as diferentes linguagens musicais que cada uma de nós explora artisticamente.”


O resultado é um rock pop, muito influenciado pela dinâmica musical de Rita Lee. E a bossa nova, pretendida inicialmente, ficou “lá no fundinho, se você não prestar atenção nem percebe que ela existe”, brincou a cantora.


Ouça Aqui


Show de lançamento


“Looping” terá seu pré-lançamento no próximo dia 27 de setembro, domingo, durante a participação de Alexys Agosto no Festival ARTECURA, idealizado por Nanda Brandão com o objetivo de dar visibilidade aos artistas independentes que unem a arte e a cura. Alexys subirá ao palco, que receberá outras quatro grandes atrações, com o espetáculo-show inspirado no seu primeiro álbum, “A Fabulosa Viagem de Futurística”. O evento é gratuito acontecerá na Cia dos Pássaros, na capital paulista. O festival é realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e do ProAC - Fomento CultSP - PNAB 38/2024.


 


27 set | dom | 19h


A Fabulosa Experiência de Futurística | com Alexys Agosto


Sede da Cia do Pássaro | Rua Álvaro de Carvalho, 177 - Anhangabaú - São Paulo - SP (Próximo à Linha 3-Vermelha do Metrô)


 


Letra de “Looping”


Tento sair desse lugar


Tento olhar as estrelas


O dia de amanhã será


Essa mesma tristeza?


 


Já cansei de tanto tentar


Sempre volto pro mesmo lugar


A solidão a me envolver


Eu preciso de você


 


Quebra esse looping pra mim


Quebra esse looping pra mim


Quero você pra me acolher meu bem


Quebra esse looping pra mim


 


Quero sair do sistema solar


Quero mudar de planeta


Quem sabe lá cê possa me amar


Pr’eu sair dessa tristeza


 


Já cansei de tanto tentar


Sempre volto pro mesmo lugar


A solidão a me envolver


Eu preciso de você


 


Quebra esse looping pra mim


Quebra esse looping pra mim


Quero você pra me acolher meu bem


Quebra esse looping pra mim


 


Ai esse looping sem fim


Ai esse looping sem fim


 


Quebra esse looping


Quebra esse looping


 


Quebra esse looping pra mim


 


Ficha técnica


Composição - Alexys Agosto


Voz e teclados - Alexys Agosto


Guitarra e baixo elétrico - Helô Badu


Produção Musical - Alexys Agosto, Helô Badu e Votú


Mixagem e masterização - Votú


 


Sobre a artista


Alexys Agosto, hoje com 29 anos de idade, nasceu em Itaí, interior de São Paulo, e atualmente vive na capital paulista. Seu trabalho é multidisciplinar: artista cênica, cantora, tecladista e produtora musical. É também bacharel em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (USP).


Em 2025, lançou o álbum “A Fabulosa Viagem de Futurística”, iniciando sua discografia autoral e solo. O álbum de estreia originou o espetáculo-show “A Fabulosa Viagem de Futurística”, desenvolvido em parceria com Armr’Ore Erormray. O projeto articula música, poesia e performance e integra uma pesquisa iniciada em 2023, durante o Trabalho de Conclusão de Curso do bacharelado em Artes Cênicas, sobre as relações entre show musical e linguagem cênica. Depois, lançou dois singles, “Solitário Labirinto” (2025) e “Looping” (2026).


Como produtora musical, Alexys assina a produção do álbum “Acelerado e Calmo”, de Pedro Lara, e os singles “Endereço”, “Menino Vênus” e “Eu Soul”, de Viny We. Em 2023, participou do álbum “Caules, Brotos e Raízes”, da Rizoma Coletiva, contribuindo com composições, teclados, vocais e operação de gravação.


No teatro e na performance, integra o Coletive Avertere, onde participou do espetáculo “Tremores: sobre a luz dos vaga-lumes” (2022) como dramaturga, atriz, preparadora vocal e produtora musical. O trabalho recebeu o prêmio de Melhor Dramaturgia no Festival de Teatro de Pinhais (PR).


Alexys também integra o Coletivo TRANSTOPIA, atuando como sonoplasta e operadora de som na performance “YNVÓLUCRO”, concebida por Armr’Ore Erormray e desenvolvida em residência artística na Fundação Julita em 2025. A obra estreou na Mostra Artística Periférica (MAP), na Zona Sul de São Paulo. Sua atuação reúne criação e execução musical, produção e práticas cênicas, desenvolvendo uma pesquisa artística que aproxima diferentes linguagens e modos de criação.

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