Lançamento da Flip 2026, "Biotecnosfera" propõe uma nova civilização construída pela integração entre tecnologia, natureza e humanidade
A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) recebe em sua edição de 2026 um lançamento que promete sacudir as estruturas do pensamento ficcional e político. Biotecnosfera – Uma experiência de sociedade, primeiro romance do escritor e contabilista Lucas Araújo, chega à programação do evento como um experimento literário audacioso: um livro escrito autodecladamente com o auxílio de inteligências artificiais, que debatem e propõem soluções radicais para um mundo devastado pelas mudanças climáticas, pelos excessos e pela desigualdade. O processo de construção da obra, detalhado no posfácio, declara a utilização de modelos de IA como colaboradores na elaboração da narrativa.
O autor realiza sessão de autógrafos no dia 24 de julho, às 14h, no estande da com.tato, localizado na Casa Escreva, Garota! na Flip, em Paraty (RJ). O livro também estará disponível no estande durante toda a festa.
A trama se passa após o colapso da civilização tal como a conhecemos. Um conselho se reúne para forjar as bases de uma nova sociedade. O resultado é um mosaico de propostas que vão desde uma governança que escuta o “Gemido da Terra” até uma economia lastreada na própria vitalidade dos ecossistemas. “O velho mundo, como conhecemos, colapsou. Não por um único erro, mas por uma série de escolhas feitas ao longo de séculos: excessos, desigualdade, desprezo pela natureza, sistemas de poder que se retroalimentavam e desmoronavam em cima dos mais frágeis”, anuncia uma das vozes do conselho no primeiro capítulo.
O que parecia um jogo narrativo controlado, no entanto, ganha contornos imprevisíveis com a chegada de Noah, um personagem que é, na verdade, o avatar do próprio autor no enredo. Sua entrada no conselho acende debates filosóficos e práticos acalorados, forçando o grupo a confrontar a fragilidade de suas teorias e a verdade sobre suas próprias origens e o controle da rede global. As perguntas que ressoam ao longo da obra são incômodas e atuais: “O que realmente nos trouxe até aqui?” e “Pode a lógica mais pura curar uma ferida tão profundamente humana?”.
A motivação para a escrita, revela Araújo, nasce de uma inquietação existencial. “Eu escolhi explorar estes temas porque simplesmente não consigo parar de me preocupar com eles. A crise climática crescente e o descaso da sociedade com o tema me assustam. Assim como a enorme desigualdade no mundo, que muitas vezes me levam a pensar que estamos à beira de um colapso”, afirma o autor. A massificação do uso das inteligências artificiais representa para ele um paradoxo, “entre o talvez inevitável uso da tecnologia e o reflexo da mesma nas mudanças climáticas e no mercado de trabalho mundial”.
O método de construção da obra é tão inovador quanto seu conteúdo. No posfácio, o autor detalha como utilizou inteligências artificiais como insumo na elaboração da narrativa. Elas não apenas contribuíram com ideias, como fizeram parte de um experimento.
“O mais surpreendente foi o rumo que a conversa tomou. Eu não havia planejado uma sociedade focada em regeneração ecológica ou sustentabilidade como ponto central. Foi revelador perceber que, mesmo para programas moldados por dados humanos, a necessidade de um modo de vida mais sustentável e empático, coletivista, menos desigual, parece ser uma conclusão lógica”, explica o autor no posfácio.
O livro propõe temas centrais que dialogam diretamente com o presente: o provável reflexo da crise climática no mundo, o papel das inteligências artificiais no desemprego em massa e a crise social gerada pela crescente desigualdade. Como pano de fundo, uma pandemia de suicídios assola a humanidade, uma metáfora potente para a crise de sentido que, segundo Araújo, assola a era digital. “Quando as pessoas virtuais se tornaram mais ‘produtivas’ que os humanos, não foi a tecnologia a culpada, foi o sistema que tornou humanos dispensáveis em nome do capital. E a pandemia de suicídios que se seguiu não é uma crise de ociosidade, mas de significado”, reflete uma das vozes do conselho, responsável pela Educação na nova sociedade.
Apesar da temática densa, o autor demonstra um otimismo cauteloso. “Este livro representa muito para mim, porque primeiro que foi um processo terapêutico de deixar de apenas me preocupar com a automação e mudanças climáticas, mas trabalhar de alguma forma na proposição de algo”, revela. A obra, que levou oito meses para ser escrita, é descrita por ele como uma “novela futurista” que busca trazer propostas exequíveis, ou pelo menos imagináveis, para áreas como economia, saúde, educação, segurança e governança.
Biotecnosfera chega ao mercado em um momento de efervescência do debate sobre o futuro da humanidade e o papel da tecnologia. Ao transformar a própria ferramenta de escrita em colaboradora ativa, Lucas Araújo não apenas escreve sobre o futuro; ele o performa. A pergunta que fica, ecoando as últimas linhas do romance, é se a nossa vida, afinal, prevalecerá sobre nossas próprias sombras mais profundas. O tempo, e a leitura, nos responderão.
Sobre o autor
Lucas de Melo Araújo, 40 anos, nasceu em Sorocaba (SP) e cresceu e vive em Osasco (SP). É escritor, músico, compositor e profissional contábil há mais de 20 anos, sendo empresário contábil e tributarista há mais de 10. Formado em Gestão Empresarial (2006) e pós-graduado em Direito Tributário (2023), Contabilidade Tributária (2024) e Reforma Tributária (2025), é proprietário da Adapt Contábil.
Biotecnosfera é seu primeiro livro, fruto de uma inquietação artística que encontrou na ficção especulativa o espaço para imaginar soluções para os problemas que observa tanto nos números quanto na vida real.
AGENDA FLIP 2026
Sessão de autógrafos – “Biotecnosfera – Uma experiência de sociedade”, de Lucas Araújo
Onde: Flip – Festa Literária Internacional de Paraty 2026, Estande da com.tato na Casa Escreva, Garota! – Paraty (RJ)
Dia: 25 de julho de 2026
Horário: 14h
Entrada gratuita
O livro estará disponível ao longo de toda a Festa no estande da com.tato.
Ficha técnica
Livro: Biotecnosfera : uma experiência de sociedade
Autor: Lucas Araújo
Editora: Ed. do Autor
Ano: 2025.
ISBN 978-65-01-66033-2
Gênero: Ficção brasileira
Instagram: @meloaraujo_lucas e @biotecnosfera_book
Onde comprar:
Amazon: https://bit.ly/3SQYGn4
Clube dos autores: https://clubedeautores.com.br/livro/biotecnosfera
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