Um ano após lançar seu mais recente disco “Imago Mundi”, ZéVitor nos traz uma nova versão de “Deixe-me Ir” com participação especialíssima de Xande de Pilares, que chega nas plataformas digitais nesta sexta-feira, dia 10 de abril. “Foi uma surpresa imensa pra mim, quando lancei o disco, saber que o Xande depois de ter ouvido e gostado da canção, cantarolou de maneira a nunca mais ser esquecida num áudio de celular: deixe-me ir, por ali ali...”, comenta ZéVitor
Xande de Pilares é daqueles artistas que já não precisam de apresentações. Em sua voz parece repousar todas as vozes que vieram antes e também as que virão depois. Quando canta, Xande é raiz de toda uma tradição. Em “Deixe-me Ir” percebe-se, além da generosidade, toda a potência da voz de Xande quando vira um interlocutor que canta pelo cessar da violência. A atmosfera da gravação que reuniu os artistas será compartilhada num videoclipe texturizado com montagens da produção em clima documental, que será liberado no youtube junto com o single.
Fazer a versão de uma música pode não ser das coisas mais fáceis de se fazer; é muito comum cair em contradição ou simplesmente não atingir o resultado esperado — algo que não ocorre nesse caso, já que as escolhas estéticas que erguem a canção nos brindam com um aprofundamento de timbres e uma sobreposição de ritmos que fazem o arranjo ser rico e cuidadoso, num resgate de raízes que se revela como um maxixe moderno.
É difícil imaginar quando poderíamos ver um oficleide - instrumento da família dos sopros que parou de ser fabricado em 1900 -, dialogar com uma viola nordestina e percussões variadas se propondo, ainda por cima, a fazer uma canção popular. E podendo não só falar das grandes guerras como falar das batalhas pessoais que todos nós enfrentamos em menor e maior escala dentro da nossa sociedade e de nossas vidas.
“Deixe-me Ir” tem produção musical de Aureo Gandur, que se juntou a ZéVitor e Iuri Nascimento na pesquisa para encontrar esse novo arranjo para a música. Todos os sons e instrumentos têm um motivo de estar ali. Elementos como cápsulas de bala e capacetes militares foram usados como percussão para ambientar esse campo que a música retrata, assim como o oficleide, que quase desapareceu depois de ser derretido durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial para virar munição; e o violão Del Vecchio anos 30, que aparece nas antigas fotografias do exército brasileiro em missões de guerra.
O verso acrescentado “Deixe-me ir para poder chegar” amplia a dimensão da música e sua capacidade de identificação. Fala das resistências sistemáticas e da busca por um caminho próprio diante das opressões do poder. “Deixe-me Ir” é um manifesto contemporâneo, tanto em ideais como em sonoridades.
ZéVitor sempre teve a música presente em sua vida. Filho caçula do ator e cantador Jackson Antunes, aos 2 anos começou a frequentar os shows do pai, o que ajudou a forjar sua identidade musical, integrando influências e estilos de diferentes gerações.
Ouça ZéVitor e Xande de Pilares: https://go.nikita.com.br/ZeVitor-Xande-Deixe-me-Ir
[ficha técnica]
Deixe-me Ir
Compositores: Aureo Gandur / ZéVitor
Intérpretes: ZéVitor / Xande de Pilares
Violão Nylon /Viola Nordestina: Aureo Gandur
Violão Tenor /Violão Dinâmico: Iuri Nascimento
Oficleide: Everson Moraes
Percussões: Ian Moreira
Coro/Vocais: Léo Fernandes
Coro/Vocais: Carol Pedalino
Arranjo Música: Aureo Gandur/ Iuri Nascimento/ ZéVitor
Arranjo Oficleide: Aureo Gandur
Produção Musical: Aureo Gandur
Direção Artística: ZéVitor
Mix: Léo Marques
Master: Fili Filizzola
Luthieria: Cido Rodrigues e Lin Campbell
Foto Capa: Eduardo da Matta
Produção Executiva: Cristiana Britto
Em seu mais recente álbum, ZéVitor constrói pontes reunindo influências regionais, medievais e universais. Ouça Imago Mundi nas plataformas digitais
Acompanhe ZéVitor no Instagram: https://www.instagram.com/zevitorantunes/

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