Segundo Izuno, o processo de escrita na pele exigiu muita pesquisa devido à necessidade de técnicas extremamente delicadas. “Utilizamos uma impressão UV de alta precisão, transferindo os microtextos para uma película e, posteriormente, para a pele cultivada. Isso foi fundamental para manter a nitidez sem perder a textura original. Por ser uma pele biológica de apenas 4 mm, cultivada em laboratório para simular a menopausa, o processo foi complexo. Testamos várias alternativas até chegarmos ao decalque. A aplicação exigiu um ambiente controlado e equipamentos adequados até alcançarmos o resultado: a pele escrita!”, afirma o artista.
A iniciativa integra um movimento científico mais amplo no país. Recentemente, a Natura, grupo ao qual a Avon pertence e pioneira na América Latina em bioimpressão 3D de pele humana, anunciou, em parceria com a Science Valley, o maior estudo já realizado no Brasil sobre o tema. A pesquisa acompanhará mais de 1,5 mil participantes em todas as 27 capitais, buscando mapear, de forma inédita, os impactos biológicos, sociais e emocionais dessa fase da vida, considerando a diversidade e o contexto socioeconômico das brasileiras.

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