A entorse de tornozelo é uma das lesões ortopédicas mais frequentes, presente tanto na prática esportiva quanto em situações simples, como caminhar na rua ou subir um degrau. Apesar disso, ainda é comum que o problema seja tratado de forma inadequada.
Segundo o ortopedista e cirurgião de pé e tornozelo Fernandes Arteiro, muitos pacientes recorrem apenas a gelo e medicação, sem buscar avaliação médica. “Existe a percepção de que a entorse é um problema leve, mas isso pode levar a erros no tratamento. Algumas lesões envolvem estruturas importantes do tornozelo e precisam de acompanhamento adequado”, explica.
Tratamento incorreto pode prolongar a lesão
A falta de diagnóstico preciso pode fazer com que a lesão evolua e traga consequências como:
Dor persistente no tornozelo
Sensação de instabilidade ou falseio
Dificuldade para caminhar ou praticar atividades físicas
Repetição de entorses
Evolução para lesões crônicas
Em muitos casos, o paciente retoma as atividades sem estar totalmente recuperado, o que contribui para a recorrência das lesões e piora progressiva do quadro.
Como é feito o tratamento e por que o tempo importa
O tratamento varia conforme a gravidade da entorse e o momento em que o paciente inicia o acompanhamento adequado.
Nos casos tratados precocemente, a recuperação costuma ocorrer com medidas como imobilização, uso de tornozeleiras e fisioterapia, com boa resposta e retorno progressivo às atividades.
Por outro lado, quando a lesão evolui sem tratamento adequado, o quadro pode se tornar mais complexo. A instabilidade do tornozelo pode se cronificar, estruturas podem sofrer danos adicionais e o paciente passa a apresentar dor persistente e limitação funcional.
Nessas situações, o tratamento tende a ser mais prolongado, com necessidade de reabilitação mais intensiva e, em alguns casos, indicação cirúrgica para reconstrução ligamentar ou correção de lesões associadas.
“Quanto mais tempo o paciente demora para tratar corretamente, maior a chance de o problema se tornar mais difícil de resolver”, reforça o especialista.
A orientação é que, diante de dor, inchaço ou dificuldade para apoiar o pé após uma torção, o paciente procure avaliação especializada. O diagnóstico correto é essencial para definir a melhor conduta e evitar complicações futuras.
Fernandes Arteiro é médico ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo. Atende na Clifor Olinda, Hospital Santa Joana, Hospital Esperança, Solb, Ortho, no Hospital Português, no Hospital da Restauração e no Hospital San Camilo, em Arcoverde.
Instagram:@dr.fernandesarteiro

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