quinta-feira, 9 de abril de 2026

Entorse de tornozelo mal tratada pode evoluir para dor crônica e instabilidade



Especialista alerta que lesão comum no dia a dia ainda é negligenciada e pode exigir tratamentos mais complexos quando não avaliada corretamente

A entorse de tornozelo é uma das lesões ortopédicas mais frequentes, presente tanto na prática esportiva quanto em situações simples, como caminhar na rua ou subir um degrau. Apesar disso, ainda é comum que o problema seja tratado de forma inadequada.


Segundo o ortopedista e cirurgião de pé e tornozelo Fernandes Arteiro, muitos pacientes recorrem apenas a gelo e medicação, sem buscar avaliação médica. “Existe a percepção de que a entorse é um problema leve, mas isso pode levar a erros no tratamento. Algumas lesões envolvem estruturas importantes do tornozelo e precisam de acompanhamento adequado”, explica.


Tratamento incorreto pode prolongar a lesão


A falta de diagnóstico preciso pode fazer com que a lesão evolua e traga consequências como:


Dor persistente no tornozelo


Sensação de instabilidade ou falseio


Dificuldade para caminhar ou praticar atividades físicas


Repetição de entorses


Evolução para lesões crônicas


Em muitos casos, o paciente retoma as atividades sem estar totalmente recuperado, o que contribui para a recorrência das lesões e piora progressiva do quadro.


Como é feito o tratamento e por que o tempo importa


O tratamento varia conforme a gravidade da entorse e o momento em que o paciente inicia o acompanhamento adequado.


Nos casos tratados precocemente, a recuperação costuma ocorrer com medidas como imobilização, uso de tornozeleiras e fisioterapia, com boa resposta e retorno progressivo às atividades.


Por outro lado, quando a lesão evolui sem tratamento adequado, o quadro pode se tornar mais complexo. A instabilidade do tornozelo pode se cronificar, estruturas podem sofrer danos adicionais e o paciente passa a apresentar dor persistente e limitação funcional.


Nessas situações, o tratamento tende a ser mais prolongado, com necessidade de reabilitação mais intensiva e, em alguns casos, indicação cirúrgica para reconstrução ligamentar ou correção de lesões associadas. 


“Quanto mais tempo o paciente demora para tratar corretamente, maior a chance de o problema se tornar mais difícil de resolver”, reforça o especialista.


A orientação é que, diante de dor, inchaço ou dificuldade para apoiar o pé após uma torção, o paciente procure avaliação especializada. O diagnóstico correto é essencial para definir a melhor conduta e evitar complicações futuras.



Fernandes Arteiro é médico ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo. Atende na Clifor Olinda, Hospital Santa Joana, Hospital Esperança, Solb, Ortho, no Hospital Português, no Hospital da Restauração e no Hospital San Camilo, em Arcoverde. 


Instagram:@dr.fernandesarteiro

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