O festival é idealizado para construção do protagonismo de pessoas neurodiversas, que atuam diretamente nas oficinas e apresentações culturais do evento. Este ano, a programação inclui interatividade e lazer com as oficinas de bolha, confecção de instrumentos musicais e plantio de mudas, além da venda de produtos como salgados de queijo, doces e molho pesto, preparados pelos jovens atendidos pela clínica.
Haverá também a apresentação da Escola Pernambucana de Circo, exposição de curtas ao ar livre e apresentação de dança com a bailarina Amanda Lima, primeira dançarina de ponta com Síndrome de Down do Norte/Nordeste. A grande novidade desta edição é a apresentação da Banda Fim de Feira com os pacientes. "Incentivamos que nossos crianças e jovens possam experimentar todos os recursos possíveis envolvendo práticas culturais, artísticas e cotidianas, focando no respeito às suas habilidades, interesses e autonomia", destaca Juliana Maia, fonoaudióloga, terapeuta DIR Trainer e sócia fundadora da Aprimore.
A organização e produção do evento são da Clínica Aprimore Terapia Integrada, especializada no atendimento terapêutico de crianças, jovens e adultos atípicos. A instituição apresenta suas atividades em um modelo que sensibiliza e aproxima a sociedade a respeito da diversidade. "Cada indivíduo tem direito a existir, ter suas particularidades e interesses formados de maneira segura e saudável e acreditamos que aproximar e educar o público a respeito disso é uma forma de pavimentar o caminho da inclusão, reforça a fonoaudióloga.
Experiência Clinica
O Festival, se une a celebração dos 10 anos de atividade da Aprimore Terapia Integrada que também comemora o mês da conscientização do autismo. Com três unidades no Recife, a clínica é referência na capital em desenvolvimento através da metodologia DIR/Floortime, caracterizada pela implementação de atividades lúdicas ditadas pelo ritmo e empenho de cada indivíduo.
A instituição atende pacientes desde a primeira infância até jovens adultos, com acompanhamento multidisciplinar por meio da fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional e musicoterapia. As unidades funcionam por turnos durante a manhã e tarde, com terapias agendadas.
Neurodivergência no Brasil
O censo realizado pelo IBGE (2022) aponta que 2,4 milhões de pessoas possuem o diagnóstico para TEA (Transtorno do Espectro Autista) no país, equivalendo a 1,2% da população. A pesquisa também aponta que a faixa etária dos 5 a 9 anos de idade, para meninas e meninos, concentra maiores proporções do diagnóstico.
"As pesquisas censitárias são fundamentais para direcionar as políticas públicas para os grupos identificados, mas é preciso refinar as categorias e ampliar o diálogo educativo para a sociedade sobre as necessidades e os direitos de pessoas neuroatípicas", aponta Juliana.
Ainda diante deste contexto, a especialista ressalta a importância de metodologias combinadas para o diagnóstico orientadas ao bem-estar dos indivíduos. "O acompanhamento é fundamental por ser capaz de fornecer caminhos e instrumentos personalizados para promoção direcionada da aprendizagem, que só é possível respeitando a individualidade de cada um".
Serviço
3º Festival Viva as Diferenças
Data: 18 de abril, das 15h às 19h
Local: Sitio Trindade
Endereço: Estrada do Arraial, 3259, Casa Amarela, Recife - PE

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