A proposta vai além do passeio: o objetivo é incentivar a inserção de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em atividades cotidianas, fortalecendo a convivência em espaços públicos e ampliando experiências que muitas vezes não fazem parte da rotina desse público. A ação também busca sensibilizar a sociedade sobre a importância da inclusão e do respeito às diferenças.
O grupo sairá em um ônibus disponibilizado pelo Conorte, da Associação Afeto (Encruzilhada), em um trajeto pensado para garantir conforto e segurança aos participantes. A chegada ao Shopping Patteo Olinda está prevista para as 14h, horário em que crianças e jovens participarão de uma sessão de cinema preparada para proporcionar um momento leve, acolhedor e divertido.
“Mais do que entretenimento, a iniciativa reforça o valor de pequenos gestos que geram grandes impactos. Ao promover o acesso a experiências culturais e de lazer, a ação contribui para o desenvolvimento social e emocional dos participantes, além de inspirar outras atitudes solidárias. Para nós, do Conorte, é uma honra participar de um momento como esse”, disse o diretor de Operações do Conorte, Diego Benevides.
Serviço
Data: 2 de abril (Dia Mundial de Conscientização do Autismo)
Local: Shopping Patteo Olinda
Horário: chegada prevista às 14h
Atividade: sessão de cinema para crianças e jovens autistas da Associação Afeto
PROJETO DE LEI
A ação acontecerá em um momento em que novidades para as pessoas com TEA estão por vir no Estado. Um Projeto de Lei em tramitação na Assembleia Legislativa de Pernambuco propõe a criação de regras mais rígidas para garantir qualidade, transparência e segurança na oferta de terapias baseadas na Análise do Comportamento Aplicada (ABA) para pessoas com o Transtorno.
A proposta determina que clínicas e centros de reabilitação adotem critérios mínimos, como a presença de um responsável técnico com formação específica e certificação reconhecida, além de assegurar o direito das famílias de acessarem informações sobre a qualificação dos profissionais envolvidos no atendimento.
O texto também estabelece parâmetros para a duração das sessões, proíbe a fragmentação inadequada do tempo terapêutico e exige registro auditável das supervisões, diante do crescimento desordenado da oferta desse tipo de serviço, que, segundo a justificativa, pode comprometer a eficácia dos tratamentos e gerar prejuízos às famílias.

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