No Brasil, o crescimento também é expressivo. O estudo “Por Dentro do Corre”, realizado pela Olympikus em parceria com a Box1824, aponta que o país ganhou cerca de dois milhões de novos corredores em 2025, atingindo a marca de 15 milhões de pessoas que praticam corrida ao menos uma vez por semana. O destaque é tanto que há um dia no calendário dedicado especialmente à prática: o Dia do Corredor de Rua, celebrado em 9 de março.
E com o aumento da prática, cresce também a incidência de lesões, dentre as quais as entorses de tornozelo têm destaque. De acordo com o ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo, Dr. Fernandes Arteiro, a torção ocorre quando há um movimento brusco que ultrapassa o limite da articulação, geralmente ao pisar em falso.
“Na corrida de rua, o tornozelo é constantemente exigido. Basta um desnível ou um passo mal apoiado para ocorrer a torção”, explica.
Ele destaca que o risco é maior em situações como:
Corrida em paralelepípedo ou asfalto irregular
Treinos noturnos com baixa visibilidade
Provas com grande concentração de atletas
Falta de fortalecimento muscular específico
Quando a torção exige avaliação
A entorse pode variar de leve a grave. Nos casos mais simples, há dor e inchaço local. Já nas situações mais intensas, pode haver ruptura ligamentar, hematoma importante e instabilidade da articulação.
Segundo o especialista, um dos principais erros é minimizar o trauma. “Muita gente torce o tornozelo, descansa dois ou três dias e volta a correr sem avaliação adequada. Isso pode favorecer instabilidade crônica e novas torções no futuro”, alerta.
O tratamento depende do grau da lesão e pode incluir imobilização temporária, fisioterapia e reabilitação específica. Em casos de ruptura ligamentar significativa ou instabilidade persistente, pode haver indicação cirúrgica.
Para prevenção, o médico recomenda atenção ao tipo de terreno, escolha adequada do tênis e fortalecimento da musculatura do tornozelo e da perna. “A corrida traz inúmeros benefícios, mas a continuidade na prática depende de articulações estáveis e bem preparadas”, conclui.
Fernandes Arteiro é médico ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo. Atende na Clifor Olinda, Hospital Santa Joana, Hospital Esperança, Solb, Ortho, no Hospital Português, no Hospital da Restauração e no Hospital San Camilo, em Arcoverde.
Instagram:@dr.fernandesarteiro
Nenhum comentário:
Postar um comentário