quinta-feira, 30 de abril de 2026

FBC apresenta “TAMBORES, CAFEZAIS, FUZIS, GUARANÁS E OUTRAS BRASILIDADES” no dia do trabalhador



Foto: Renan 1RG

O título entrega o método. Tambor, cafezal, fuzil e guaraná não são metáforas paralelas. São quatro eixos de leitura do país: a mobilização coletiva e a herança ancestral; a produção que se ergueu sobre exploração; a violência estrutural que nunca sai de cena; e o consumo popular fabricado pela indústria cultural.
O resto, as “outras brasilidades”, cabe nas franjas. É a partir desse conceito que FBC apresenta o disco “TAMBORES, CAFEZAIS, FUZIS, GUARANÁS E OUTRAS BRASILIDADES”, o projeto musical que conta com as participações de Djonga e MC Taya. Disponível em todas as plataformas digitais via ONErpm, o disco chega no dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, data dedicada à valorização da classe operária e à luta histórica por melhores condições de trabalho.

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Composto por 13 faixas que tratam o Brasil como conflito, e não como cenário, o projeto inclui três regravações de canções de João Bosco — “GÊNESIS”; “O RONCO DA CUÍCA” e “TIRO DE MISERICÓRDIA” — integradas ao repertório. É a primeira vez que o artista revisita obras de outros compositores.



A obra está organizada em três atos e acompanha um personagem do nascimento à morte. Esse arco funciona como mímesis da experiência coletiva brasileira: uma vida individual atravessada pelas mesmas forças que moldam o país — ancestralidade, trabalho, repressão e consumo.



A sonoridade expande a linguagem do FBC ao incorporar rock e passagens de hardcore, mas o rap segue como eixo narrativo. Não é pivô estético, é amplificador de discurso. Momentos de balanço hipnótico se alternam com explosões de energia bruta, sem concessão à fórmula.



FBC tem trajetória marcada pela ideia de que o rap é ferramenta política antes de ser entretenimento. Este álbum opera dentro dessa lógica. Não dilui discurso para ampliar alcance. Aprofunda identidade e gera fricção. Em uma cena que aposta na universalização para crescer, o caminho aqui é o oposto.



O resultado é um disco que recusa anestesia. As faixas confrontam o ouvinte com o que insiste em permanecer.




Ficha Técnica:



Capa: Kawany Tamoyos


Direção musical: BAKA e FBC


Produção musical: BAKA (MGZD)


Pré-produção: BAKA, Daniel Souza, Pepito


Mixagem: Marcelinho Guerra


Masterização: Fernando Delgado


Engenharia de gravação: Marcelinho Guerra, Pepito, BAKA


Voz: FBC


Participações: Djonga, MC Taya


Backing vocals e coros: FBC, BAKA


Guitarras (base, solo, barítona, violão): BAKA, Daniel Souza


Baixo: BAKA, Nathan Morais, Daniel Souza, Davi Horta


Bateria: Glauco Mendes, Matheus Ramos


Percussão: Lenis Rino, Bino


Scratch: DJ Cost


Efeitos: BAKA, DJ Cost, Lenis Rino


Agradecimentos especiais: Gustavo Portes, Solsete Musical, Pepito, Xeque Mate Studios, Lírios, Renan, Alex, Gael


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