quinta-feira, 26 de março de 2026

Paixão de Cristo de Nova Jerusalém: Uma experiência imersiva no maior teatro a céu aberto do mundo



Para quem busca um destino que une cultura, fé e um espetáculo visual que surpreende e encanta o público desde 1968, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é um programa obrigatório para os feriados da Semana Santa deste ano.

Na temporada que começa neste sábado e vai até o dia 4 de abril, o público terá mais uma vez a oportunidade de mergulhar em uma experiência imersiva, assistindo a uma encenação realizada em nove palcos-plateia monumentais na cidade-teatro localizada no município do Brejo da Madre de Deus, a 180 km do Recife.


Os cenários estão espalhados por uma área de 100 mil metros quadrados, cercados por muralhas de pedra granítica e torres imponentes que reproduzem com fidelidade a arquitetura judaica e romana da Jerusalém de 2 mil anos atrás, proporcionando uma verdadeira viagem aos tempos de Jesus.


Imersos nesse ambiente mágico da cidade-teatro, os espectadores são contagiados pela emoção que brota da história mais marcante da humanidade que, na peça teatral, tem início com a cena do Sermão da Montanha e termina com a magistral ascensão de Jesus aos céus.


Este espetáculo fascinante, que atrai anualmente cerca de 60 mil pessoas de todo o planeta, alcança sua 57ª edição com uma carga emocional ainda mais intensa devido à celebração do centenário de nascimento do idealizador e construtor da cidade-teatro, Plínio Pacheco.


Além disso, a grande novidade para 2026 será o uso de tecnologia de última geração e efeitos especiais inéditos, que prometem revolucionar a cena final da ascensão com um realismo impressionante. Pela primeira vez, Jesus ascenderá aos céus até desaparecer, elevando ainda mais o impacto emocional e visual do desfecho. Até a edição passada, na ascensão, que sempre foi uma das cenas mais aplaudidas, Jesus subia apenas alguns metros acima do cenário.


Sob a direção de Lúcio Lombardi e a coordenação geral de Robinson Pacheco, a mega peça teatral conta com um elenco de peso da dramaturgia nacional, trazendo Dudu Azevedo no papel de Jesus, acompanhado por Beth Goulart (Maria), Marcelo Serrado (Pilatos) e Carlo Porto (Herodes). Eles atuam ao lado de centenas de figurantes e talentosos artistas pernambucanos, que trajam cerca de 2 mil figurinos produzidos a partir de rigorosa pesquisa histórica e confeccionados com riqueza de detalhes.


Para chegar à cidade-teatro de Nova Jerusalém, o acesso de carro é facilitado por estradas bem conservadas e sinalizadas. Contudo, a maioria dos turistas opta pela comodidade de adquirir pacotes de agências de turismo que oferecem transporte em vans e ônibus saindo do Recife e de outras cidades da região.


Os ingressos para a temporada 2026 já estão disponíveis e podem ser adquiridos através do site oficial: www.novajerusalem.com.br. Veja os valores:



- 28 de Março e 03 de Abril (Sexta-feira Santa): R$ 220,00 (Inteira) / R$ 110,00 (Meia)


- 29 de Março e 04 de Abril: R$ 200,00 (Inteira) / R$ 100,00 (Meia)


- 30 de Março a 02 de Abril: R$ 180,00 (Inteira) / R$ 90,00 (Meia)


 



Plínio Pacheco - Linha do tempo de um visionário


1926 – Nasce em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, Plínio Pacheco.


1955 – Atraído pelo clima empreendedor do Nordeste em plena efervescência cultural, chega ao Recife como suboficial da Aeronáutica e passa a trabalhar também como jornalista no Jornal do Commercio.


1956– Chega a Fazenda Nova, Brejo da Madre de Deus, integrando uma comitiva de jornalistas convidados para conhecer o “Drama do Calvário” encenado nas ruas da vila. Conhece Diva Mendonça, filha de Epaminondas Mendonça, líder político e comerciante que teve a ideia de realizar a peça teatral para movimentar a economia da localidade.


1957 – Casa-se com Diva. A partir dessa união, aproxima-se definitivamente do universo cênico e comunitário que daria origem ao seu maior sonho.


1962 – Plínio dá início aos trabalhos para a construção da Cidade-Teatro de Nova Jerusalém. As encenações do “Drama do Calvário” nas ruas se Fazenda Nova são interrompidas.


1967 – No mês de abril, conclui a magistral peça teatral “Jesus” para a encenação da Paixão de Cristo em Nova Jerusalém após cinco meses de reclusão totalmente dedicados a redação do texto.



1968 – É inaugurada a Cidade-Teatro de Nova Jerusalém, a céu aberto, com mais de 100 mil metros quadrados, cercada por muralhas de pedra e nove cenários que recriam a antiga Jerusalém.


1970–2000 – O espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém consolida-se como um dos maiores do mundo em público, elenco e estrutura, recebendo grandes nomes da dramaturgia e da televisão brasileira.


2002 – Morre em Nova Jerusalém, aos 76 anos, deixando um legado cultural que segue renovado a cada temporada.


 


Guia prático para aproveitar o espetáculo


Desde a sua inauguração, em 1968, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém atrai, todos os anos, milhares de espectadores vindos de diferentes regiões do Brasil e do mundo. Para que todos os visitantes aproveitem ao máximo o espetáculo e vivenciem a encenação em sua plenitude, é importante estar atento à estrutura e aos serviços disponíveis no maior teatro ao ar livre do mundo.


A cidade-teatro conta com uma estrutura completa para garantir conforto e segurança ao público. O espaço dispõe de saídas de emergência bem sinalizadas, equipe de segurança e coordenação sempre próxima aos espectadores, além do suporte de um posto médico equipado para atendimentos de emergência, com equipe médica e UTI móvel. Extintores de incêndio também estão estrategicamente distribuídos em toda a área interna, reforçando ainda mais a prevenção. 


Para quem chega em ônibus de excursão, há estacionamento reservado, facilitando o acesso ao local. Durante o espetáculo, o público tem à disposição uma área de conveniência, que inclui lanchonetes, berçário para famílias com crianças pequenas e baterias sanitárias distribuídas pela cidade-teatro e no Palácio dos Asmoneus, próximo à torre de som.


O evento é organizado para que todos acompanhem cada cena com tranquilidade, seguindo as orientações da equipe de coordenação, identificada pelo uso de lanternas vermelhas. Além disso, o público recebe informações por meio de avisos transmitidos pelo sistema de som nos intervalos entre as cenas. Não há necessidade de pressa ao se deslocar entre os cenários, pois a produção aguarda que todos estejam acomodados antes de dar continuidade ao próximo ato, garantindo que ninguém perca nenhum momento da encenação. 


A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é uma das maiores produções teatrais do Brasil, transportando o público para os últimos momentos da vida de Jesus. Encenações grandiosas, cenários imponentes e uma ambientação que recria a Jerusalém da época tornam essa experiência única, emocionante e inesquecível.

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