Olinda não é apenas cenário: é palco vivo, é rua que respira história e dança em cada passo de frevo. E é nesse território mágico que a Troça “Do Nada A Gente Sai” se firma como uma das mais queridas expressões da folia. Desde sua estreia, ela carrega no peito a estrela amarela sobre fundo azul, símbolo de união, alegria e resistência cultural.
No Largo do Amparo, quando o relógio marca 21h do dia 13 de fevereiro, o encontro é marcado: camisa no corpo, cerveja na mão e coração aberto para o som da Orquestra Maestro Lessa, que embala o hino do Elefante e tantas outras memórias coletivas. É impossível ficar parado — o frevo arrasta, o sorriso contagia, e o desejo de estar presente se torna quase uma convocação.
A Troça não é apenas um bloco: é uma celebração de pertencimento. É o abraço de quem chega, o reencontro de quem nunca foi embora, o grito de quem sabe que o carnaval de Olinda é o maior espetáculo em linha reta do planeta.
Quem já viveu sabe: não é só festa, é rito. Quem ainda não foi, precisa sentir. Porque “Do Nada A Gente Sai” é mais que um nome — é uma promessa de que, quando o frevo chama, ninguém fica parado.

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