quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Dia Mundial da Fisioterapia: Desafios da Hipotonia em Crianças com TEA



O Dia Mundial da Fisioterapia é comemorado em 8 de setembro e ressalta a importância desses profissionais no diagnóstico e tratamento de condições como a hipotonia, especialmente quando está associada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A hipotonia, que se caracteriza pela redução do tônus muscular, está frequentemente ligada a disfunções neurológicas e impacta a qualidade de vida de crianças com TEA. Pesquisas apontam que entre 30% e 50% das crianças diagnosticadas com autismo apresentam algum grau de hipotonia, destacando a relevância do papel dos fisioterapeutas nesse cenário.


Iza Fernandes, fisioterapeuta da Clínica Ninho, comenta que a hipotonia tem ganhado atenção crescente no contexto do TEA, com consequências que vão desde a contração muscular até a autonomia da criança.


"As consequências da hipotonia incluem a dificuldade que a criança tem em sustentar o corpo e os membros contra a gravidade, além de manifestar baixo tônus muscular, o que reduz a força, leva à flacidez e atrasa o desenvolvimento neuropsicomotor. Isso resulta em fadiga, baixa resistência muscular e alterações posturais, comprometendo o desenvolvimento e a autonomia das crianças com TEA. A fisioterapia é essencial para tratar essas condições, fortalecendo os músculos, controlando a postura e melhorando as habilidades motoras", explica a fisioterapeuta.


Ela ainda ressalta que o diagnóstico precoce da hipotonia e a intervenção fisioterapêutica são fundamentais para melhorar a qualidade de vida das crianças com TEA. "A hipotonia está associada a outras anormalidades no TEA e pode ser um indicador precoce de maior gravidade nas manifestações do autismo, além de impactar negativamente a qualidade de vida das crianças pequenas com TEA", destaca.

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