Utilização de ferramentas, pintar, cortar alimentos, uso repetitivo do mouse do computador, sacolas pesadas, entre outras situações, são exemplos de atividades do dia a dia que podem ocasionar a epicondilite lateral, também conhecida como cotovelo do tenista. De acordo com estudos, o problema, que é uma inflamação dos tendões do epicôndilo lateral, acomete de 1 a 3% da população adulta anualmente.
Embora receba esse nome popular, vale destacar que em menos
de 5% dos casos o problema surge devido à prática do tênis. A especialista em
ombro e cotovelo, Dra. Sara Portela (CRM-PI 4944), explica que o surgimento da
inflamação está relacionado aos movimentos de punho e dos dedos. Pacientes que
fazem repetitivamente esses movimentos seja em atividades de trabalho, lazer ou
afazeres domésticos estão suscetíveis ao aparecimento da doença, que também
pode ser compreendida como uma tendinite do cotovelo.
Ao apresentar dores, edema ou limitação dos movimentos é
importante a busca por ortopedista para consulta e diagnóstico. Geralmente, os
pacientes relatam terem torcido um pano, carregado sacolas pesadas ou feito
atividades de academia que levaram à torção. A Dra. Sara reforça que cada
patologia tem uma forma característica de se apresentar e existem algumas
manobras de exame físico que são mais direcionadas a determinadas doenças.
No que diz respeito ao cotovelo do tenista, o paciente
costuma apresentar uma dor na face lateral do cotovelo. “Quando vamos para o
exame físico existem algumas manobras bem específicas para diagnosticar o
problema. Para complementar, podemos pedir radiografia e ultrassonografia”,
explica a especialista.
O tratamento pode ser realizado com o uso de medicações
anti-inflamatórias, algumas orientações sobre a forma de executar certos
movimentos, como evitar torcer pano, lavar roupas e ter mais atenção aos
movimentos executados na academia, além da realização de fisioterapias. “Se o
paciente não vir a ter melhoras, podemos indicar um procedimento cirúrgico. Mas
em geral há resultados positivos sem intervenção cirúrgica”, conclui a Dra.
Sara.
Fonte: cidadeverde
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